
Menino Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, vítima de acidente fatal em creche no Brás (Foto: Instagram)
Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, localizado na região do Brás, área central de São Paulo, foram afastadas imediatamente de suas atividades após a morte de Abdoulaye Dieng, menino de 1 ano e 4 meses. O incidente ocorreu dentro da unidade escolar quando a criança prendeu a cabeça em uma estrutura com grades. A Secretaria Municipal de Educação (SME) confirmou os afastamentos, mas não informou quais cargos as servidoras ocupavam nem se essa medida é temporária ou definitiva.
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Segundo informações da Polícia Civil, cinco pessoas ligadas ao CEI Luz do Brás estão sendo investigadas para esclarecer as circunstâncias do acidente fatal. Entre os indiciados figuram a diretora e a coordenadora da unidade, além de outros funcionários que atuavam no turno da manhã. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi preso, e o inquérito segue em curso para determinar responsabilidades e possíveis falhas no protocolo de segurança ou na supervisão das crianças.
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Apesar da tragédia, o CEI Luz do Brás, que funciona em convênio com a Prefeitura de São Paulo, permanece em atividade normalmente, com exceção da sala onde ocorreu o acidente. Esse espaço está interditado desde 24 de julho, de acordo com a SME, e só será liberado após o término de uma análise técnica que avalie a segurança da estrutura. Paralelamente, a secretaria instaurou um processo administrativo para apurar eventuais irregularidades. Caso sejam comprovadas falhas, o estabelecimento poderá sofrer sanções, incluindo o descredenciamento junto ao município.
Abdoulaye participava de uma atividade recreativa na manhã de 22 de julho quando se aproximou de uma estrutura de metal com grades fixadas ao muro da sala. Ao explorar o local, o menino ficou com a cabeça presa entre a grade e a parede, sem conseguir se soltar. Funcionários perceberam o incidente, limparam a área, retiraram a criança com cuidado e acionaram imediatamente o serviço de emergência. Apesar das tentativas de reanimação pelo Samu, a criança não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás) como homicídio culposo, tipificação usada quando não há intenção de matar. A equipe de investigação coletou imagens internas, ouviu testemunhas e aguarda laudos periciais para verificar se houve falhas na estrutura metálica, na manutenção do local ou na vigilância das crianças. Os resultados dessas análises, assim como os depoimentos dos funcionários, devem orientar as próximas etapas do inquérito e possíveis responsabilizações.
A morte de Abdoulaye Dieng reacendeu o debate sobre a segurança em escolas e creches da capital paulista. Pais e responsáveis cobram transparência sobre revisões de protocolos de segurança e treinamentos do corpo docente. Especialistas afirmam que é fundamental revisar as normas estruturais e de supervisão para prevenir novos acidentes. Enquanto isso, as autoridades seguem acompanhando o processo para garantir que medidas corretivas sejam adotadas o mais rápido possível.
