
Menino autista de 5 anos é encontrado sem vida em biodigestor no Paraná (Foto: Instagram)
A apreensão em torno do sumiço de João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, terminou da forma mais trágica nesta terça-feira (28): o menino autista não verbal foi encontrado sem vida durante a retirada de água de um biodigestor instalado em frente à residência da família, no Paraná. Ele estava desaparecido desde a manhã de domingo (26), quando saiu até o banheiro externo e não voltou mais.
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Segundo parentes, João Gabriel avisou à mãe que iria ao banheiro externo da casa e, poucos instantes depois, não foi mais visto. Assim que perceberam a ausência, os familiares iniciaram buscas por cerca de uma hora antes de acionar as equipes de emergência, incluindo Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e voluntários. A área onde ocorreu o desaparecimento é cercada por mata fechada, tanques de água e uma fossa, fatores que tornaram o trabalho ainda mais difícil.
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O corpo do menino foi achado em uma poça de água acumulada sobre a lona que cobre o biodigestor, equipamento fechado de aproximadamente dois metros de profundidade usado para tratar resíduos orgânicos. Conforme informou o Corpo de Bombeiros, a lona normalmente permanece inflada pelos gases gerados na decomposição, mas apresentava um furo que permitiu o acúmulo de água da chuva e, possivelmente, facilitou o acesso de João Gabriel ao interior do tanque.
A Polícia Civil e a Polícia Científica realizaram perícia no local, examinando a estrutura do biodigestor e coletando vestígios para entender como a criança chegou até a área alagada. Apesar de o equipamento estar cercado, havia uma abertura que pode ter sido usada por ele. Agora, os peritos aguardam os laudos para confirmar se a morte foi causada por afogamento, queda ou outro episódio.
Durante três dias, helicópteros, drones com câmera térmica, scanner aquático e cães farejadores foram empregados nas buscas, mobilizando moradores e familiares em uma força-tarefa incessante. Após a confirmação do óbito, a notícia provocou grande comoção na região e nas redes sociais, onde centenas de pessoas acompanhavam o caso. O inquérito prossegue enquanto a família recebe apoio psicológico e aguarda o desfecho oficial.
