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Jovem que deixou amigo em trilha aborda desafios que enfrenta após o episódio


Thayane Smith Moraes: “Peço empatia e menos julgamentos” (Foto: Instagram)

Thayane Smith Moraes, que ganhou destaque nacional ao desaparecer durante uma trilha no Pico do Paraná em janeiro de 2026, falou pela primeira vez sobre as consequências que o caso trouxe para sua vida. Em entrevista, ela revelou que desenvolveu quadro de depressão após o incidente e destacou que as críticas e ataques sofridos nas redes sociais agravaram seu estado emocional. A jovem pediu mais empatia e solicitou que o público evite julgamentos precipitados e comentários ofensivos.

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Durante a travessia, Thayane e o amigo Roberto Farias Thomaz se desencontraram no meio do percurso, o que motivou uma grande operação de buscas e mobilizou equipes de resgate de todo o país. Logo surgiram especulações de que ela teria seguido sem a companhia do amigo, gerando onda de críticas e questionamentos nas redes e na imprensa. A repercussão do desaparecimento impulsionou debates sobre responsabilidade e segurança em atividades de montanhismo.

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Em participação no programa Ric Record, Thayane contou que, além do trauma físico, ainda convive com os reflexos emocionais do episódio. Ela afirmou que os comentários agressivos e as acusações constantes intensificaram seu sofrimento, tornando o processo de recuperação ainda mais delicado. Segundo a jovem, a exposição contínua do caso provocou um desgaste psicológico que afeta seu cotidiano e dificulta a retomada de atividades normais.

Após passar cerca de sete meses longe de Curitiba, Thayane retornou à cidade para tentar reestruturar sua rotina junto à família. No entanto, ela interrompeu o curso de Biomedicina por causa da pressão interna na instituição: colegas e professores teriam atribuído a ela toda a responsabilidade pelo afastamento de Roberto Farias Thomaz, aumentando o sentimento de isolamento. “Diziam para eu trancar a matrícula e sumir da faculdade”, relatou.

Decidida a reconstruir sua trajetória, a jovem quer mostrar quem é além da imagem formada após o desaparecimento. Ela ressaltou que a dimensão do caso ultrapassou os limites virtuais e reforçou a necessidade de empatia ao lidar com histórias que afetam profundamente a saúde mental de quem está envolvido. Thayane fez um apelo para que as pessoas reflitam sobre o poder das palavras antes de julgar.

A defesa de Thayane informou que rejeitou a proposta de acordo apresentada pelo Ministério Público, que incluía ressarcimento dos custos da operação de resgate, prestação de serviços comunitários junto ao Corpo de Bombeiros e indenização. Os advogados argumentam que a jovem sofreu igualmente danos emocionais e lembraram a necessidade de analisar elementos ainda pendentes no processo. O advogado Jackson Bahls criticou o que chamou de “machismo estrutural” e afirmou que as acusações contra Thayane precisam ser reavaliadas à luz da verdade dos fatos.

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