Japão/BoJ: membros expressaram preocupação com inflação e defenderam elevação dos juros na ata de maio

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Reunião do Banco do Japão debate riscos de inflação (Foto: Instagram)

Os dirigentes do Banco do Japão (BoJ) manifestaram apreensão quanto ao avanço da inflação ao consumidor nos próximos meses, conforme registrado na ata de maio. Segundo o documento, esse aperto inflacionário estaria ligado a uma intensificação dos reajustes de preços na segunda metade do ano fiscal japonês, sobretudo com repasses de custos que podem pressionar ainda mais os índices de preços.

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De acordo com a ata da reunião de política monetária realizada em maio, alguns integrantes julgaram que a inflação ganhará força à medida em que empresas anunciem novos aumentos de preços no segundo semestre. Um participante destacou que as expectativas de inflação de firmas e lares subiram para “cerca de 2%”, o que indicaria uma alteração significativa no comportamento de preços e na dinâmica salarial.

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O texto também revela que o colegiado intensificou a discussão sobre o ritmo de alta dos juros e o caminho a ser seguido para aproximar a taxa de juros de uma posição considerada neutra. Adicionalmente, foi ressaltada a necessidade de reduzir de forma gradual o balanço patrimonial do BoJ, que ainda permanece elevado após anos de estímulos monetários.

Entre os participantes, houve consenso de que seria apropriado manter o ciclo de aperto monetário. Alguns reforçaram a importância de seguir o guidance—o encaminhamento de política definido pelo banco central—e avançar com novas elevações dos juros caso a atividade econômica e a evolução dos preços permaneçam alinhadas às projeções.

Por fim, a ata registra que a discussão sobre a diminuição das compras de títulos do governo japonês (JGBs) ganhou força. Membros observaram que o debate até então se concentrou no tamanho dos cortes, mas que, em breve, a atenção deverá se voltar também para a duração e o ritmo de execução desse programa de aquisição de ativos.

Na reunião de maio, o Banco do Japão optou por manter sua taxa básica em 0,75% ao ano, cifra estabelecida previamente como parte do processo de normalização da política monetária.