Caso Gustavo: advogado pai investigado pela morte do filho tem suspensão cautelar pela OAB

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OAB-TO suspende cautelarmente advogado suspeito da morte do próprio filho, de 3 anos (Foto: Instagram)

A OAB-TO aplicou uma suspensão cautelar ao advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela morte de seu filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ocorrida em Palmas (TO). A medida permanecerá em vigor até que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da seccional tome uma decisão sobre o caso. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicam que a criança sofreu múltiplas agressões e apresentava sinais compatíveis com violência sexual.

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O anúncio foi feito em 5 de agosto de 2026 e vale até a instauração e o julgamento de um procedimento disciplinar no TED da OAB-TO. A decisão, aprovada pela Diretoria, pelo Conselho Seccional e pela Presidência do Tribunal de Ética, baseia-se no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94).

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Segundo a OAB-TO, a suspensão tem caráter apenas preventivo e não configura condenação. O advogado continuará tendo assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal durante toda a tramitação do procedimento disciplinar.

O caso ganhou maior repercussão quando o corpo de Gustavo foi encontrado na residência do pai, após o menino passar o fim de semana com ele. Exames do IML descartaram que a morte tenha sido causada por afogamento e apontaram múltiplas lesões físicas e indícios de violência sexual. Igor Gustavo Veloso de Sousa é considerado o principal suspeito pelos investigadores.

Nesta mesma data, a defesa de Sabrina Feitosa, mãe da criança, declarou que aguarda a solicitação de prisão preventiva contra Igor. Conforme nota dos advogados, o regime de convivência entre pai e filho foi determinado pela Justiça, e a manutenção desse encontro dependia do cumprimento da decisão pela mãe para evitar possíveis sanções, incluindo a reversão da guarda.

Em 2023, antes da suspensão cautelar atual, Igor já havia sido afastado da presidência do Tribunal de Ética da OAB-TO, após denúncias de ameaças feitas por sua então companheira, mãe de Gustavo. Na ocasião, foi concedida à mulher uma medida protetiva de urgência, enquanto o advogado contestou administrativamente a decisão.

O inquérito sobre a morte de Gustavo está sob sigilo e segue com a Polícia Civil do Tocantins. Os investigadores aguardam laudos complementares para concluir o inquérito e apontar eventuais responsabilizações criminais.