
Avião da GOL aguardando no pátio do aeroporto (Foto: Instagram)
A Engie Brasil Energia concluiu o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 694 milhões, 23% acima do mesmo período de 2025. Sem os ajustes, o resultado atingiu R$ 1,9 bilhão, avanço de 246% em relação a junho do ano anterior, impulsionado principalmente pelo reconhecimento da adesão ao mecanismo legal de repactuação do Uso de Bem Público (UBP), que contabilizou um efeito não recorrente de R$ 1,26 bilhão no lucro líquido.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
No trimestre, a receita operacional líquida somou R$ 3,5 bilhões, alta de 13,8% na comparação anual. O desempenho foi sustentado pelas transações de curto prazo e pelos contratos nos mercados livre e regulado de energia, além da contribuição dos projetos de transmissão, que ampliaram a base de receitas da empresa.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O Ebitda do período alcançou R$ 2,17 bilhões, crescimento de 16,5% em relação ao segundo trimestre de 2025, reflexo da execução disciplinada da estratégia corporativa, do desempenho operacional consistente dos negócios e do avanço nos investimentos em infraestrutura de geração e transmissão.
A dívida líquida entre abril e junho chegou a R$ 25,21 bilhões, alta de 16,9% no comparativo anual. O gerente de Relações com Investidores, Leonardo Depiné, ressalta que a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda caiu de 3,3 vezes ao final de 2025 para 3,1 vezes neste ano. “Estamos em linha com a estratégia de continuar investindo com alavancagem próxima de três vezes”, afirma Depiné.
Nos três meses, os aportes da Engie totalizaram R$ 329 milhões, dos quais R$ 261 milhões foram destinados à construção de novos projetos. Destacaram-se os empreendimentos de transmissão Asa Branca e Graúna, que receberam investimentos de R$ 111 milhões e R$ 104 milhões, respectivamente, enquanto o restante foi aplicado em projetos de geração e em serviços de manutenção e revitalização de ativos já existentes.
Também no trimestre, a Engie registrou avanços nos principais projetos. O Sistema de Transmissão Asa Branca obteve a Licença de Instalação Integral, permitindo o início das obras civis, e o projeto Graúna avançou nos processos de licenciamento ambiental e de liberação fundiária. Além disso, a empresa assinou o contrato de concessão dos Lotes 2 e 3, sob a Colibri Transmissora de Energia, arrematados no primeiro Leilão de Transmissão de 2026, reforçando sua presença nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná e Santa Catarina.
“Encerramos o segundo trimestre com avanços que reforçam a consistência de nossa estratégia, mesmo diante de desafios regulatórios. Investimos R$ 329 milhões na expansão da transmissão, em projetos de geração e na modernização de ativos. No mercado livre, ampliamos em 42% a base de clientes livres, fortalecendo nossas receitas e a geração de valor de longo prazo”, ressaltou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Brasil Energia, Pierre Leblanc.
