
Vítima de 3 anos e principal suspeito: imagens mostram o menino e o advogado preso. (Foto: Instagram)
Na noite de quarta-feira (05/08/2026), a Polícia Civil do Tocantins cumpriu mandado de prisão preventiva contra o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira. Os dois são os principais investigados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado sem vida na residência do casal, na região norte de Palmas. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) constataram agressões físicas graves e violência sexual contra a criança. A repercussão do caso levou à suspensão do registro profissional de Igor pela OAB-TO e segue em apuração pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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O caso teve início na tarde de segunda-feira (03/08), quando Igor compareceu à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para comunicar o falecimento do filho. Ele alegou ter encontrado o menino pela manhã, mas só ter acionado as autoridades horas depois, em razão de um forte estado de abalo emocional. Contrariando essa versão, o laudo pericial do IML descreveu múltiplas lesões pelo corpo da vítima, compatíveis com espancamento, e confirmou indícios de abuso sexual, apontando que o óbito foi resultado direto de violência intencional.
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Familiares informaram que os pais de Gustavo estavam separados e travavam disputas judiciais por guarda e pensão alimentícia. Vídeos obtidos pela Polícia, registrados no fim de semana anterior ao crime, mostram a criança chorando e recusando-se a permanecer na casa do pai. Quando questionado pela mãe sobre o motivo, o garoto teria dito: “Porque ele me bate”. A defesa de Kathellen declarou que ela nunca impediu as visitas determinadas pela Justiça, mas vivia sob temor devido a supostas ameaças feitas pelo ex-companheiro.
Em nota oficial, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins informou a aplicação de medida cautelar de suspensão do registro funcional de Igor Gustavo Veloso de Sousa, em vigor até a conclusão do processo perante o Tribunal de Ética e Disciplina (TED). Os advogados de defesa de Igor e de Kathellen afirmaram que aguardam o acesso integral aos autos do inquérito antes de se manifestarem publicamente.
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da DHPP, mantém as diligências em curso e deve divulgar novos desdobramentos do caso nos próximos dias, enquanto analistas aguardam laudos complementares e depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte de Gustavo.
