Dirigente do Fed diz que banco quer estimular inovação bancária, mas alerta para riscos da IA

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Michelle Bowman, vice-presidente de supervisão do Fed, durante o 2026 CEO & Senior Management Summit da Kansas Bankers Association. (Foto: Instagram)

A vice-presidente de supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou que o Banco Central dos Estados Unidos busca criar um ambiente propício para que bancos comunitários adotem novas tecnologias, como inteligência artificial (IA) e stablecoins, sem comprometer a estabilidade ou a solidez do sistema financeiro. Segundo ela, é fundamental que essa modernização seja acompanhada de controles robustos, capazes de gerenciar riscos emergentes, proteger os clientes e preservar a confiança de investidores e depositantes.

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Em sua participação no 2026 CEO & Senior Management Summit and Annual Meeting da Kansas Bankers Association, Bowman enfatizou a necessidade de equilibrar o aporte tecnológico com mecanismos de supervisão adequados. Ela lembrou que o Banco Central dos EUA (Fed) tem o papel de fomentar o avanço das instituições menores sem abrir mão de estruturas de controle que identifiquem e mitiguem riscos emergentes. “A inovação deve caminhar lado a lado com mecanismos capazes de identificar e reduzir novas vulnerabilidades”, afirmou, sublinhando a importância de uma vigilância constante.

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De acordo com Michelle Bowman, as soluções baseadas em IA podem oferecer ganhos substanciais aos bancos comunitários, sobretudo na automatização de processos que hoje demandam intensa intervenção humana. A análise preditiva possibilitada por algoritmos avançados não só agiliza a identificação de fraudes, mas também melhora a eficiência no atendimento ao cliente e no cumprimento de exigências regulatórias. Bowman explicou que, ao processar grandes volumes de dados em tempo real, essas ferramentas ampliam a capacidade dos bancos de reagir a padrões anômalos de transações, fortalecendo a resiliência e a confiança de toda a cadeia financeira.

No entanto, a dirigente também destacou que os modelos avançados de IA vêm evoluindo em ritmo acelerado, o que exige atenção redobrada dos supervisores. Segundo Bowman, funcionalidades capazes de reproduzir a voz ou a imagem de pessoas podem ser exploradas para criar perfis falsos e enganar funcionários ou clientes, levando-os a executar ações indevidas. Por essa razão, ela defendeu a adoção de métodos adicionais de autenticação e verificação de identidade mais rigorosos.

Bowman ressaltou ainda que a abordagem do Fed sobre stablecoins segue o mesmo princípio de conciliação entre inovação e segurança. Ela afirmou que o banco central está contribuindo para a elaboração do Genius Act, com o objetivo de permitir que bancos comunitários emitam ou utilizem stablecoins sem colocar em risco sua viabilidade financeira. “Queremos garantir que essas moedas digitais sejam introduzidas de maneira segura, preservando a solidez dos bancos e a confiança do público”, concluiu.