
Autoridade iraniana reafirma apoio popular em discurso oficial (Foto: Instagram)
No sábado, 8, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que a população iraniana dará seu apoio “até o fim” a qualquer medida tomada pelos comandantes do país. Segundo ele, os cidadãos se manterão fieis “até a morte” e não temerão enfrentar adversários. “Não só não tenho medo, mas muitas vezes nos colocamos em perigo ao fazer isso. Agora, eles podem nos assassinar um dia, que o façam”, afirmou, reforçando a disposição nacional diante de possíveis ameaças.
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Na mesma ocasião, durante entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está “muito perto de um acordo” com Omã para regular o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O chanceler acusou os Estados Unidos de violarem o memorando de entendimento firmado anteriormente no Paquistão, alegando que Washington tenta impor rotas alternativas sem o aval iraniano, o que contraria os termos pactuados entre as nações.
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Araghchi explicou que o Irã já começou a implementar a cláusula 5 do memorando, prevista para restabelecer o trânsito normal das embarcações na região. De acordo com o ministro, o movimento pelo estreito deverá voltar ao patamar habitual em aproximadamente um mês, e nas primeiras duas semanas de aplicação do acordo já foram alcançados cerca de 60% das condições normais.
Em seguida, ele criticou a postura dos Estados Unidos, afirmando que mesmo com as garantias de Teerã sobre o cumprimento do memorando, Washington insiste em traçar novas rotas de navegação pela área. O diplomata ressaltou que tais iniciativas foram iniciadas “apesar das negativas” do Irã, o que aprofundaria a tensão na região do Golfo Pérsico.
Por fim, o ministro ressaltou que as negociações com Omã envolvem a criação de uma via temporária de navegação, que servirá de base para o estabelecimento de uma rota permanente. “Antes de chegar a uma nova rota, uma rota temporária será considerada como base para a rota principal”, disse Araghchi, observando que militares e forças navais de ambos os países já mantêm conversas diretas para viabilizar esse esquema.
