Progresso nas negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz, afirma oficial dos EUA

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Cargueiros no Estreito de Ormuz aguardam definição de acordo entre Irã e Omã (Foto: Instagram)

Autoridades dos Estados Unidos afirmam que as conversas entre Irã e Omã acerca do Estreito de Ormuz avançaram significativamente, e Washington espera anunciar um acordo em breve. Segundo um alto funcionário americano ouvido pela Reuters na sexta-feira, 7, o progresso indica que ambas as partes estão perto de formalizar termos para restaurar o tráfego marítimo.

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Apesar do otimismo, o eventual entendimento não implica, necessariamente, a retomada plena das operações na passagem naval. A agência iraniana Fars informou que Teerã rejeita a interpretação da administração de Donald Trump, que considera a via temporária uma normalização automática do tráfego. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reforçou que a reabertura dependerá de condições adicionais a serem cumpridas.

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Fontes americanas sustentam que, caso seja formalizado um acordo que permita a navegação comercial sem restrições, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio imposto aos portos iranianos. Por outro lado, o Irã reafirma que a rota provisória em discussão não equivale à reabertura completa da passagem – ponto central da disputa diplomática.

“Como sempre, as ações dos EUA continuarão sendo baseadas no desempenho e atreladas ao cumprimento dos compromissos pelo Irã”, declarou o representante dos Estados Unidos, sublinhando a dependência de garantias concretas antes de qualquer mudança na política de sanções.

O Estreito de Ormuz separa as águas territoriais do Irã, ao norte, das da Península de Musandam, sob jurisdição de Omã, ao sul. A região tem importância estratégica, já que ali transitam diariamente milhões de barris de petróleo e outras cargas vitais para o comércio global.

Desde fevereiro, com a escalada do conflito no Oriente Médio, a rota enfrenta restrições de navegação. O Irã bloqueou parcialmente a passagem em retaliação a ataques americanos, provocando tensão entre Teerã e Washington e abrindo espaço para negociações mediadas por Omã.

Relatório da Al Jazeera destaca que Teerã tenta exercer maior controle sobre o estreito, condicionando sua reabertura a cláusulas específicas. Dois interlocutores – um porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o próprio Araghchi – afirmaram que o Estreito não voltará ao estado anterior à guerra sem que sejam atendidos requisitos definidos pelo governo iraniano.

Além disso, o Irã rejeita o atual Sistema de Separação de Tráfego – o protocolo de rotas marítimas pré-estabelecidas –, defendendo a criação de uma nova via cujas coordenadas teriam sido acordadas em discussões bilaterais com Omã, sem participação de terceiros.

Questionado na última terça-feira (4) sobre a possibilidade de um anúncio iminente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que um acordo “poderia acontecer” em “um ou dois dias”, ressaltando que “muito progresso foi feito”. Já o vice-presidente, JD Vance, admitiu, em entrevista à Fox News, que as negociações são “complexas” e que o avanço pode exigir recuos temporários antes da conclusão definitiva.