
Douglas da Silva Franklin, ex-meia do Bahia e tricampeão paulista pelo Santos, morre aos 75 anos (Foto: Instagram)
Douglas da Silva Franklin, ex-meia-atacante consagrado como ídolo do Bahia e tricampeão paulista pelo Santos, faleceu neste domingo (9), aos 75 anos, em São Paulo, após lutar contra um tumor no intestino. Responsável por partidas memoráveis em dois dos maiores clubes do país, ele deixa um legado de talento e dedicação. O corpo do jogador será velado e sepultado neste domingo em Barretos, sua cidade natal, onde familiares, amigos e torcedores prestarão as últimas homenagens.
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Natural de Barretos, interior de São Paulo, Douglas nasceu em 9 de setembro de 1949. Ele iniciou a carreira profissional no Santos ainda no fim dos anos 1960, quando chamou a atenção pela visão de jogo e habilidade com a bola. Na Vila Belmiro, dividiu vestiário com Pelé e outros craques daquela geração histórica e participou ativamente das campanhas que renderam ao clube o tricampeonato do Campeonato Paulista em 1967, 1968 e 1969.
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Em 1972, Douglas deixou o Santos para assinar com o Bahia, clube no qual viveu a fase mais marcante de sua trajetória. Em Salvador, tornou-se um dos principais atletas da equipe tricolor e participou de forma decisiva de campanhas que marcaram a década de 1970. Ao todo, ele disputou 456 partidas pelo Bahia, consolidando-se como um dos maiores ídolos do clube, tanto pela regularidade quanto pelo entrosamento com a torcida.
Após deixar o Bahia, Douglas continuou sua carreira em outros clubes brasileiros. Defendeu a Portuguesa, passou pelo Vitória e teve breve passagem pelo Leônico, na Bahia. Já na reta final como jogador, retornou ao futebol paulista para atuar pelo time da sua cidade natal, o Barretos, e também pelo Dracena. Em 1989, encerrou definitivamente sua trajetória dentro de campo, encerrando mais de duas décadas dedicadas ao esporte.
Ao pendurar as chuteiras, Douglas não se afastou dos gramados. Iniciou a carreira de treinador, comandando o Barretos, clube de sua terra natal, e seguindo para clubes como Monte Azul, em São Paulo, e Camaçari, na Bahia. Além disso, manteve atividades comerciais na região de Barretos e participou ativamente da política local, sempre preservando o vínculo com a comunidade que o viu nascer e se tornar uma referência no esporte.
O velório de Douglas ocorre no Cemitério Municipal de Barretos, onde amigos, ex-companheiros e torcedores devem prestar a última homenagem ao ex-meia-atacante. O sepultamento está marcado para este domingo (9), às 13h30, encerrando a trajetória de um jogador que cruzou gerações do futebol brasileiro: dos gramados iluminados pela presença de Pelé aos dias de glória no estádio de Pituaçu, onde se consolidou como ídolo eterno do Bahia.








