Atleta de kitesurf desaparece diante da namorada durante manobra e é encontrado morto

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Fernando Javier Cappi em salto de kitesurf na lagoa Setúbal, em Santa Fe (Foto: Instagram)

O profissional argentino Fernando Javier Cappi, de 32 anos, sumiu após cair na água durante uma sessão de kitesurf na lagoa Setúbal, em Santa Fe. A queda foi capturada pela namorada na margem, que acompanhava toda a atividade. Cerca de 20 horas depois, o corpo de Cappi foi localizado e a autópsia apontou afogamento como causa da morte.

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Cappi, apelidado de “El Chino”, havia partido de Rosario para praticar no trecho conhecido como El Chaquito. Nas primeiras horas, as condições do vento e da água pareciam favoráveis. A companheira de 28 anos, Karina Moya, filmou o atleta enquanto ele se preparava e realizava manobras até o salto em que desapareceu sob a superfície.

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O desespero de Moya ao não ver mais o kitesurfista foi registrado no vídeo entregue pelas autoridades na sequência das investigações. Busca coordenada entre a Prefeitura Naval Argentina, policiais e praticantes da modalidade percorreu trecho de lagoa e arredores. Equipamentos usados por Cappi, como a prancha e parte da pipé, foram encontrados ainda nas primeiras horas de buscas.

Na sexta-feira (07), equipes localizaram o corpo em um canal de derivação em frente ao Clube Náutico El Quillá, cerca de 15 quilômetros do ponto onde o atleta havia sido visto pela última vez. O local, de difícil acesso, exigiu o apoio de mergulhadores da Marinha e voluntários da comunidade de kitesurf.

A promotora María Laura Urquiza determinou a realização de autópsia, que concluiu asfixia por afogamento sem indicar sinais de trauma ou lesões externas. O laudo foi divulgado pela imprensa argentina, confirmando o acidente como causa do óbito.

Investigadores avaliam diversas hipóteses para entender o que levou ao desaparecimento. A dificuldade em se desprender do equipamento, especialmente após a adoção recente de botas com cadarços, é uma das linhas de apuração. Testemunhas relataram rajadas de vento de até 70 km/h durante a tarde, diminuindo para cerca de 40–45 km/h no momento do salto fatal.

Cappi usava colete salva-vidas e capacete durante a prática. Segundo o amigo e instrutor Facundo Ortega, ele estava plenamente equipado e experiente. Profissional da modalidade e dono de uma escola de kitesurf, “El Chino” era reconhecido pelo zelo com a segurança. Agora, autoridades analisam o vídeo da namorada, o material recolhido e as condições ambientais para reconstruir os últimos instantes antes do trágico desfecho.