
Caiado destaca ética como fator decisivo na disputa de 2026 (Foto: Instagram)
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (10) que o fator moral é o verdadeiro divisor de águas na disputa eleitoral de 2026. A declaração foi feita durante o encontro Diálogos CEO One, organizado pelo VIP Battistini — ecossistema de networking corporativo — em São Paulo. No evento, que reuniu líderes de diversos setores empresariais, ele ressaltou a importância de resgatar valores éticos no debate político nacional, apontando que a confiança do eleitor passa pela retidão dos governantes.
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Segundo Caiado, "a credibilidade moral é condição de governabilidade". Para o ex-governador de Goiás, não bastam experiência administrativa ou propostas de reformas estruturais; é essencial que o futuro presidente possua autoridade moral. "Hoje estamos caminhando para a eleição mais importante do País. E, mais do que nunca, o que está em jogo é, além da experiência e das reformas, se o governante terá legitimidade ética", declarou ele, reforçando que somente um líder com integridade poderá assegurar as mudanças necessárias.
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O levantamento BTG/Nexus, divulgado também na segunda-feira (10), mostra o candidato do PSD em terceiro lugar na preferência do eleitorado, com 5% das intenções de voto. Caiado está tecnicamente empatado com o ativista Renan Santos, da Missão, que registra 4%, e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do partido Novo, com 3%. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com o mesmo estudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 35%. Esses índices apontam uma disputa equilibrada entre o governo atual e a principal força de oposição, sinalizando um cenário de campanha acirrada até as eleições de outubro de 2026.
Na manhã desta segunda-feira, o candidato apresentou uma proposta de criação de um tipo penal para “terrorismo doméstico”, dentro do pacote de medidas de seu programa de segurança. A iniciativa visa tipificar e endurecer a punição contra organizações criminosas que atuam em território nacional, além de criar instrumentos legais específicos para enfrentar ações que ameacem a ordem pública dentro do País.
No conjunto de propostas anticrime, Caiado defende o endurecimento do regime de execução de penas, com aumento da rigidez para crimes graves, e a implementação de ações integradas entre polícias federal, estadual e demais órgãos de controle. Entre as estratégias, estão a retomada de áreas dominadas por facções, a asfixia financeira desses grupos por meio de bloqueio de bens e recursos, e o compartilhamento de inteligência para desarticular redes de ilícitos.
Por fim, o presidenciável anunciou que convidará o promotor Lincoln Gakiya para ocupar o Ministério da Segurança Pública em seu eventual governo. A escolha, segundo Caiado, reforça o compromisso com uma visão técnica e coordenada das políticas de segurança, contribuindo para uma atuação mais eficiente e articulada entre o sistema judiciário e as forças de segurança.
