Homem invade residência, persegue atriz até o telhado e cena é registrada por fotógrafo

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Imagem meramente ilustrativa (Foto: Instagram)

Uma foto de 2014 voltou a circular depois que mostrou a atriz e roteirista Melora Rivera, então com 29 anos, refugiada no telhado de sua casa em Venice, na região de Los Angeles, durante uma invasão. O registro, feito por um blogueiro que acompanhava a movimentação, capturou o momento exato em que ela buscou abrigo no alto do imóvel para escapar do invasor.
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Melora havia se mudado para o imóvel apenas três semanas antes do incidente. Na manhã do ocorrido, ela estava dormindo quando ouviu barulhos na porta de entrada. O homem, identificado depois como Christian Hicks, chegou a mexer na fechadura e se afastou por um tempo. A atriz percebeu a presença dele pela janela, optou por não confrontá-lo e tentou avaliar a situação.

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Pouco depois, Hicks retornou com mais determinação e conseguiu arrombar a porta. Sem tempo de se vestir adequadamente, Melora subiu à janela do quarto e alcançou o telhado usando apenas uma camisa. Para seu desespero, o invasor também escalou a mesma rota e passou a persegui-la pelo ponto mais alto da residência.

A tensão se manteve por cerca de trinta minutos até que um pedestre, ao notar a cena, acionou policiais que passavam pela rua. Equipes do corpo de bombeiros também foram chamadas para auxiliar na retirada da atriz do telhado. Uma escada foi posicionada na lateral do imóvel, permitindo que Melora descesse em segurança enquanto agentes cercavam a área e convenciam Hicks a descer.

Na época, Melora descreveu a experiência como se estivesse em um filme de terror. Moradores e curiosos se aglomeraram nas ruas durante toda a ocorrência, acompanhando cada passo da operação de resgate e prisão do invasor. A atriz afirmou ter sentido medo e alívio ao finalmente pisar em terra firme.

Christian Hicks já tinha antecedentes por violência doméstica e porte ilegal de arma antes do caso envolvendo Melora. Após um acordo judicial, ele foi condenado a três anos de prisão. No entanto, voltou a cometer crimes em 2018, entre eles invasão e contato físico forçado, ficando menos de um ano atrás das grades após novo acordo.

Em 2021, Hicks foi preso novamente, desta vez acusado de sequestro e crimes sexuais graves. O caso culminou em uma pena de 37 anos de prisão, com possibilidade de solicitar liberdade condicional somente em setembro de 2043. A imagem que imortalizou a fuga de Melora Rivera permanece como símbolo de uma perseguição que se desenrolou por quase uma década.