
Juiz do TJMG é flagrado em sessão virtual usando bermuda, fumando e bebendo de garrafa (Foto: Instagram)
O magistrado Milton Lívio Lemos Salles foi flagrado em uma sessão virtual do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na segunda-feira (10). Durante a videoconferência, imagens revelam o juiz usando bermuda, fumando um cigarro e bebendo diretamente de uma garrafa, que aparenta conter vinho, enquanto participava de julgamentos do tribunal. A situação gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o decoro exigido dos magistrados em ambientes remotos.
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Em determinado momento, Salles se levantou e o vídeo mostrou um short roxo por baixo do blazer. As gravações também captaram uma mulher passando ao fundo do ambiente onde o juiz estava. O comportamento foi registrado durante a sessão virtual do Judiciário mineiro, momento em que o consumo de bebida diretamente da garrafa e o ato de acender um cigarro ocorrem em plena audiência.
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O TJMG informou que abriu um procedimento interno para apurar possível falta funcional de Salles. A apuração buscará determinar se houve descumprimento de normas previstas em resolução do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece que magistrados em audiências por videoconferência devem manter o mesmo decoro exigido em atos presenciais, incluindo vestimenta adequada e comportamento compatível com o cargo.
Milton Lívio Lemos Salles atua na segunda instância do Judiciário de Minas Gerais desde 2024, prestando auxílio a desembargadores em julgamentos de apelação. Antes disso, foi titular da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Ao longo da carreira, já passou pelas comarcas de Brumadinho, Araçuaí e Montes Claros, exercendo diversas funções no sistema judiciário estadual.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) encaminhou um pedido de providências à Corregedoria do TJMG para que o caso seja analisado pelo órgão responsável pela fiscalização da conduta de magistrados. Em resposta, o tribunal comunicou a instauração de procedimento junto à Corregedoria-Geral de Justiça e ao Órgão Especial do Judiciário mineiro, com o objetivo de apurar se a atitude configura falta funcional e quais penalidades poderão ser aplicadas.
Enquanto a investigação está em curso, o episódio reacende o debate sobre os limites de postura dos juízes em sessões virtuais. Especialistas em direito ressaltam que a credibilidade do Poder Judiciário depende da observância de normas de conduta, mesmo em ambiente remoto. A sociedade aguarda as conclusões do TJMG para avaliar as medidas adotadas no âmbito da corregedoria.
