O que muda no caso Bacabal depois que delegado descarta crianças encontradas nos EUA

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Pista nos EUA é descartada, mas busca por Ágatha e Allan continua (Foto: Instagram)

O delegado da Polícia Civil do Maranhão encarregado do caso Bacabal anunciou que Ágatha Isabelly e Allan Michael não constam entre as crianças encontradas nos Estados Unidos. Com isso, essa linha de apuração é encerrada, mas a investigação sobre o desaparecimento dos irmãos segue em andamento e pode ser ampliada em âmbito internacional.

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A hipótese de que os irmãos de 6 e 4 anos, respectivamente, estivessem entre os menores resgatados durante uma operação na Flórida não se confirmou. Nas imagens divulgadas pela ação, que localizou 163 crianças e adolescentes desaparecidos ou em situação de vulnerabilidade, não há correspondência com Ágatha e Allan.

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A possibilidade de ligação ganhou força quando a mãe dos desaparecidos reconheceu semelhanças entre seu filho Allan e um dos meninos vistos nos registros norte-americanos. Após análise criteriosa, o delegado concluiu que traços físicos e documentos não confirmam a identidade dos irmãos de Bacabal.

Com a negativa oficial, a pista relativa às crianças encontradas nos EUA é descartada, mas outras linhas de investigação continuam ativas. As autoridades não fecharam a porta para a hipótese de deslocamento internacional, mantendo o foco em novas evidências que possam surgir.

Desde o começo das buscas, a Polícia Civil do Maranhão colecionou depoimentos, imagens e indicações de voluntários. O afastamento dessa rota investigativa não altera as provas e relatos já reunidos, que ainda sustentam o esforço por respostas.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro ao saírem para brincar com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. O garoto foi encontrado três dias depois, confuso e fragilizado, mas não soube indicar o caminho tomado pelos irmãos.

Equipes de busca vasculharam uma construção abandonada conhecida como “casa caída”, onde cães farejadores sinalizaram passagem das três crianças. Desde então, áreas de mata, margens de lagos e trechos extensos do Rio Mearim têm sido percorridos por policiais, bombeiros e voluntários, sem resultados conclusivos.

A família também protocolou pedido à Polícia Federal para inclusão de Ágatha e Allan na Difusão Amarela da Interpol. Se aprovado, o sistema permitirá compartilhar informações dos irmãos desaparecidos com forças policiais internacionais, ampliando o alcance das buscas sem, no entanto, confirmar que tenham deixado o Brasil.