
Logotipo da Casas Bahia em fachada de loja. (Foto: Instagram)
O Grupo Casas Bahia informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na quarta-feira (16), que não houve novos aportes no primeiro semestre de 2026 no fundo que figura como credor em seu processo de recuperação judicial. A empresa esclareceu que as variações nos saldos do fundo decorreram apenas dos resultados das cotas já existentes, sem aplicação de novos recursos no período.
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O comunicado, enviado em resposta a questionamentos do regulador após reportagem da revista Veja, destaca que os saldos contábeis relacionados ao IBCB-AF01 Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC IBCB) já constavam das demonstrações financeiras de 30 de junho de 2026. Nessa data, o grupo registrava R$ 1,166 bilhão em cotas subordinadas, representando 61,08% do patrimônio líquido do fundo, e R$ 743 milhões em cotas seniores, que absorvem perdas somente após as subordinadas.
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Segundo o documento, o saldo das cotas subordinadas cresceu de R$ 780 milhões em dezembro de 2025 para R$ 1,166 bilhão em junho de 2026 em razão do resultado financeiro desses títulos no período, que somou R$ 386 milhões, e não em função de novas aplicações.
Ainda de acordo com as informações prestadas à CVM, o valor de R$ 1,913 bilhão corresponde às obrigações da companhia para com o FIDC IBCB em 30 de junho de 2026, conforme as demonstrações individuais, englobando operações de risco sacado e emissão de nota comercial.
A Casas Bahia explica que consolida o fundo em suas demonstrações devido ao controle e à exposição aos riscos e benefícios, eliminando, na consolidação, as obrigações recíprocas, mas mantendo o reconhecimento das dívidas perante terceiros. O crédito de R$ 1,085 bilhão listado na relação de credores diz respeito às obrigações incluídas no pedido de recuperação judicial, enquanto os R$ 1,913 bilhão referem-se às obrigações registradas nas informações financeiras individuais em 30 de junho de 2026.
A diferença de aproximadamente R$ 828 milhões é atribuída a movimentações entre dezembro de 2025 e junho de 2026, como pagamentos e liquidações no curso normal dos negócios, além de obrigações que não integram o perímetro da recuperação judicial, refletindo “datas e abrangências distintas”. Segundo a companhia, o fundo destina-se à compra e gestão de direitos creditórios gerados nas operações de vendas a prazo e financiamentos ao consumidor, conforme regulamento. A administração ressalta que a notícia não revela ato ou fato relevante pendente, pois trata de saldos e estruturas já divulgados, e que os esclarecimentos servem apenas para contextualizar informações sem anunciar nova operação ou aporte.








