
Pesquisador aplica amostra em muda nativa durante projeto de restauração na Amazônia. (Foto: Instagram)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 200 milhões para o grupo Mombak, destinado à restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia. Segundo nota do banco, o projeto prevê a recuperação de 7,2 mil hectares de vegetação, com foco principal no estado do Pará, e faz parte de um investimento total estimado em R$ 457 milhões. Os recursos liberados pelo BNDES têm origem no Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos, uma linha voltada a iniciativas de plantio de espécies nativas, sistemas agroflorestais e recuperação de vegetação nativa.
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A operação de crédito terá prazo total de 25 anos, sendo que a participação do BNDES corresponde a cerca de 44% do investimento global. O restante dos recursos será aportado pelo próprio Mombak por meio de outras fontes de financiamento. A linha do Fundo Clima – Florestas Nativas e Recursos Hídricos foi criada para apoiar projetos que promovam a restauração de áreas degradadas, o fortalecimento de bacias hidrográficas e o aumento da biodiversidade por meio de técnicas de plantio e assentamentos agroflorestais.
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De acordo com o banco de fomento, a iniciativa deve remover mais de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) da atmosfera ao longo de 50 anos de monitoramento. Esse resultado reforça os compromissos ambientais nacionais e contribui para as metas de mitigação das mudanças climáticas. A proposta também inclui o uso de metodologias de crédito de carbono para certificar e comercializar os resultados da restauração florestal.
O financiamento integra a estratégia do BNDES para o setor florestal, que já mobilizou aproximadamente R$ 14,6 bilhões em operações voltadas ao plantio de 354 milhões de árvores nativas. Até o momento, essas iniciativas geraram cerca de 89 mil empregos verdes e retiraram do ambiente mais de 68 milhões de toneladas de CO2e. A ação faz parte de um esforço contínuo para fomentar cadeias produtivas sustentáveis e apoiar a economia de baixo carbono na região Amazônica.
O grupo Mombak, conhecido por sua atuação em projetos de carbono, liderará as atividades de restauração em parceria com comunidades locais, fornecedores e instituições científicas. A longa duração do contrato reflete a complexidade dos processos de recuperação ecológica e o compromisso com o monitoramento de longo prazo. O modelo prevê a adaptação de técnicas silviculturais e agroflorestais, promovendo benefícios socioambientais, como a preservação do solo, a conservação de recursos hídricos e a geração de renda para as populações envolvidas.
O Fundo Clima, instituído em 2021 pelo governo federal, é administrado pelo BNDES em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Seu objetivo é financiar iniciativas que promovam a adaptação e mitigação das alterações climáticas, beneficiando tanto o setor público quanto o privado. As linhas de crédito contemplam projetos de reflorestamento, conservação de florestas nativas, recuperação de áreas degradadas e infraestrutura hídrica, alinhados com compromissos do Brasil no Acordo de Paris. Com essa nova operação, a instituição reforça seu papel no desenvolvimento sustentável e na transição ecológica do país.








