Site icon Jetss BR

Brasileirão terá limite menor de jogadores estrangeiros a partir de 2027


Diego Ribas, do Cruzeiro, conduz a bola enquanto Cristian, do Flamengo, faz a marcação no Mineirão. (Foto: Instagram)

A partir de 2027, o Campeonato Brasileiro das Séries A e B reduzirá o número máximo de atletas estrangeiros por partida. A decisão ocorreu em reunião dos clubes na sede da CBF nesta segunda-feira, quando foi aprovada a proposta de diminuição gradual da cota, que permanece em vigor na edição atual.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Hoje, cada equipe pode inscrever até nove estrangeiros em cada rodada. Em 2027, esse teto cairá para oito, com nova redução até alcançar cinco estrangeiros em 2030. A proposta foi apresentada pela CBF e levada a voto pelos clubes, sem consenso: Bahia, Flamengo e Londrina manifestaram-se contra a medida.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Em 2023, o Brasileirão quebrou recorde de estrangeiros em campo: 172 jogadores de fora participaram do torneio, número 15% maior do que na temporada anterior. A mudança proposta pela CBF não terá efeito imediato e somente valerá a partir da próxima temporada de 2027.

O principal argumento de técnicos e dirigentes brasileiros era o impacto negativo sobre o desenvolvimento de talentos locais nas categorias de base. Com limite elevado, muitos jovens ficaram fora das convocações, prejudicando sua evolução e visibilidade no cenário nacional.

Para equilibrar as oportunidades, os clubes também aprovaram a obrigação de inscrever, entre 50 atletas, pelo menos 20 jogadores com até 23 anos. A regra entra em vigor simultaneamente, em 2027, e prevê duas listas: a de número 1, com até 30 profissionais sem restrição etária, e a de número 2, com 20 jovens sub-23, independentemente de terem sido formados no clube.

Segundo estudo apresentado pela CBF, o tempo de jogo de atletas com menos de 23 anos caiu 40% desde que o limite de estrangeiros subiu para nove, há dois anos. A confederação busca reduzir a média de idade dos inscritos, hoje em 28,5 anos, frente a médias de 27 na Espanha e 26 na França.

Exit mobile version