
Eduardo Bolsonaro, ex-escrivão da Polícia Federal (Foto: Instagram)
O governo federal oficializou nesta segunda-feira (21.set.2026) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A publicação consta na edição do Diário Oficial da União assinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No documento, a pasta explica que o policial federal — filiado ao PL-SP e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — foi desligado em razão do “cometimento da infração disciplinar de abandono de cargo”. A decisão marca o encerramento de uma disputa interna que se arrastava desde o início do ano.
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No mês de julho, a Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o então deputado federal. A apuração investigou as faltas de Eduardo Bolsonaro às convocações da corporação. Segundo o ministério, a etapa final do PAD confirmou que ele permaneceu ausente sem justificar o motivo, o que caracterizou abandono de função. A medida disciplinar foi oficializada apenas após a análise de todas as alegações apresentadas pela defesa do ex-parlamentar.
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Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal por meio de concurso público em 2018 e manteve-se na ativa até disputar a eleição para deputado federal. Ao conquistar o mandato, solicitou licença para exercer as funções legislativas. No entanto, a corporação estipulou que, ao encerrar o período de afastamento, ele deveria retornar ao trabalho em 2 de janeiro de 2026, data em que o prazo de licença expirou.
A volta ao cargo, porém, não ocorreu. Em setembro de 2025, a Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro devido ao excesso de faltas em plenário. Com a perda do mandato, a autorização para permanecer licenciado foi revogada automaticamente, segundo regras internas da PF. A corporação, então, emitiu nova determinação para que ele reassumisse imediatamente as funções de escrivão.
Enquanto aguardava as instruções formais, o ex-deputado permaneceu nos Estados Unidos, local onde vive desde o fim do mandato. A Polícia Federal registrou que ele não se apresentou na sede da corporação ou em qualquer unidade para retomar suas atividades. Esse comportamento levou à instauração do PAD, processo que resultou no desligamento definitivo do policial.
Com a publicação no Diário Oficial da União, a exoneração de Eduardo Bolsonaro torna-se oficial e irreversível, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Não há previsão de recurso interno que possa alterar o ato. A decisão reforça a aplicação rigorosa das normas disciplinares da Polícia Federal mesmo para servidores com vínculos políticos familiares de alto escalão.








