
Passageiros enfrentam a subida da montanha-russa Montezum no Hopi Hari (Foto: Instagram)
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apuram um incidente envolvendo a administradora Julia Rimoli Bossoni, de 28 anos, que perdeu parte dos movimentos após andar na montanha-russa Montezum, no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP). O caso foi registrado em 20 de abril deste ano e só foi divulgado no domingo (20) pelo programa Fantástico, da TV Globo.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em nota oficial, o parque explicou que a atração tem certificação internacional do Grupo TUV Nord e segue protocolos rigorosos de segurança, com treinamentos e manutenção conforme a norma nacional ABNT NBR 15926-2023. Segundo o comunicado, durante a segunda volta de Júlia na Montezum, ela teve uma convulsão, recebeu atendimento imediato no ambulatório e depois foi levada à Santa Casa de Vinhedo. O marido, João Pedro Bossoni Dionisio, atribui o traumatismo craniano aos fortes impactos da atração.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
No dia 24 de agosto de 2026, a 2ª Promotoria de Justiça de Vinhedo solicitou o retorno dos autos à Delegacia da cidade para a realização de várias diligências. Entre elas estão a perícia técnica no carrinho e na estrutura da Montezum, para avaliar manutenção e possíveis falhas; e o exame de corpo de delito indireto pelo Instituto Médico-Legal (IML), com base nos prontuários médicos.
Foram também expedidos ofícios para juntar integralmente os registros de atendimento do ambulatório do parque, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital Unimed de Londrina. Além disso, o Ministério Público requisitou explicações sobre o sistema de fotos comerciais da montanha-russa — o parque alega não haver câmeras no trajeto, mas a defesa da vítima aponta a existência de um ponto de captura de imagens.
A equipe de defesa de Júlia demandou uma inspeção in loco na Montezum para catalogar, fotografar e inspecionar todos os sensores, câmeras e dispositivos de captação de imagens instalados, com o objetivo de confrontar as declarações da administração do parque e verificar a estrutura física.
Conforme a Polícia Civil, o processo retornou recentemente do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Vinhedo à Delegacia para cumprimento de novas exigências, incluindo a perícia técnica. Agora, as autoridades aguardam o laudo pericial para definir próximos passos na investigação.
O parque reforça que realiza inspeções diárias na estrutura de madeira, trilhos, cintos e sistemas de frenagem, contando com equipe de engenharia e seguradora para eventuais ocorrências. Entre janeiro de 2026 e agora, mais de 470 mil visitantes passaram pela Montezum, sem registro de falhas anteriores, e um parecer do Ministério Público atestou a regularidade dos protocolos de segurança.








