
Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, foi agredido até a morte durante o festival Sou Manaus. (Foto: Instagram)
O estudante de Psicologia Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), foi agredido até a morte na noite de 6 de setembro enquanto participava do festival Sou Manaus, no Centro Histórico de Manaus (AM). Segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele havia saído de casa para comemorar a contratação em um novo emprego como corretor de imóveis e, horas depois, foi encontrado em estado gravíssimo.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Na ocasião, Iago contava com TEA nível 2 de suporte e diagnóstico de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Ele publicou registros em suas redes sociais até pouco depois das 22h, mas a família acabou perdendo contato quando ele deixou de responder às mensagens. A celebração, que reunia milhares de pessoas na área do festival, transformou-se em tragédia quando o jovem não retornou para casa naquela mesma madrugada.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A mãe de Iago, Tatiana Colares, relatou que o filho havia garantido a vaga como corretor de imóveis e planejava iniciar as atividades logo após o feriado da Independência. “Ele estava muito feliz e comentou que começaria na nova função assim que as festas terminassem”, disse ela. A contratação representava um passo importante para o jovem, que conciliava os estudos com busca de oportunidades profissionais.
Horas depois das últimas publicações, pessoas próximas encontraram Iago gravemente ferido e acionaram o serviço de emergência. Ele foi transportado, ainda inconsciente, ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus. De acordo com profissionais da unidade de saúde, o estudante chegou com dificuldade para respirar, sem condições de falar e sem documentos que confirmassem sua identidade.
Por volta de 1h da madrugada do dia 7 de setembro, Iago não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pelos médicos. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame necroscópico e foi oficialmente identificado por meio das impressões digitais. Apenas no dia seguinte a família recebeu a notícia oficial da morte.
Durante o reconhecimento, Tatiana revelou que não conseguiu ver diretamente o rosto do filho devido à extensão dos ferimentos e optou por confirmar a identidade com base em fotografias fornecidas pelo IML. “O caixão permaneceu fechado, pois ele estava muito machucado. Nem pude olhar para ele pessoalmente”, disse a mãe, visivelmente abalada pela perda.
Até o momento, a dinâmica do crime permanece envolta em dúvidas. A família desconhece o local exato da agressão, quem teria encontrado Iago ferido e acionado o atendimento médico, bem como se há testemunhas que possam ajudar a elucidar o caso. A Polícia Civil do Amazonas registrou o fato como homicídio simples e intensifica as diligências para identificar os autores e esclarecer os motivos da violência.
Iago cursava o sexto período de Psicologia e tinha o sonho de se formar para trabalhar com pessoas que enfrentam preconceito, rejeição e desafios emocionais. A recente conquista de emprego como corretor de imóveis fazia parte de seus planos de independência financeira e de engajamento social, interrompidos de maneira trágica na noite em que buscava celebrar uma nova fase da vida.
