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Moraes tentou atribuir a Mendonça falhas em investigações da Polícia Federal


André Mendonça afirma que eventuais atrasos em investigações do STF foram atribuição exclusiva da Polícia Federal (Foto: Instagram)

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, em 21 de setembro de 2026, um documento detalhado para demonstrar que eventuais erros, atrasos ou assimetrias nas apurações dos casos Master e INSS decorreram de atribuições exclusivas da Polícia Federal. Segundo ele, todas as diligências foram conduzidas por agentes e delegados designados pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, sem intervenção indevida do relator.

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Mendônça responde a críticas feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou suposta aceleração de investigações contra determinados alvos e retardamento de outras, motivadas por interesses políticos. O relator desqualificou as imputações e afirmou categoricamente que “é falso” ter alterado prioridades seguindo cunho partidário.

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No texto, Mendonça cita trecho de relatório da PF informando que Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Antônio Carlos Magalhães Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, tiveram seus sigilos bancário, fiscal e telemático (ou telefônico) quebrados por meio de decisões registradas nas Pets nº 15.068/DF, 15.071/DF, 16.400 e 16.461, conforme procedimentos internos da corporação.

Em despacho de maio, o ministro determinou a priorização das perícias e análises de mídias apreendidas de investigados presos ou submetidos a medidas restritivas, como monitoramento eletrônico. Ele definiu prazo máximo de 60 dias para conclusão desses exames, em atendimento ao Código de Processo Penal e à Instrução Normativa 255/2023-DG/PF, mas reforça que só decidiu após receber relatórios e pedidos formais da Polícia Federal.

Mendonça contestou também a tentativa de imputar a ele “falhas de gestão e coordenação” que, na verdade, ocorreram exclusivamente no âmbito interno da PF. Destacou que a migração da Operação Sem Desconto da CGFAZ para a CGRC foi deliberada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, sem qualquer interferência sua, e que críticas sobre tensões funcionais entre equipes refletem disputas internas, não atuação do relator.

Por fim, o ministro refuta as alegações constantes nos documentos identificados como DOC. 3 e DOC. 4, que pretendem demonstrar omissões ou supressões de supervisão técnica. Ele afirma que tais críticas não se baseiam em elementos factuais e que jamais orientou a não revisão dos pareceres policiais pelos delegados responsáveis, cabendo ao relator tão somente avaliar o trabalho produzido pela autoridade judiciária.

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