
Donald Trump afirma na ONU que avanços na paz com o Irã dependem do resultado das eleições de meio de mandato (Foto: Instagram)
Durante seu pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que avalia a possibilidade de concluir um cessar-fogo com o Irã somente depois das eleições de meio de mandato americanas, agendadas para 3 de novembro. O republicano falou na sessão logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfatizando que a data das midterms seria decisiva para o avanço das conversas de paz.
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Trump afirmou que, do lado iraniano, há uma espera proposital pelos resultados das midterms antes de avançar nas negociações. Para ele, esse impasse busca mensurar sua força política, já que a guerra no Oriente Médio tem contribuído para a queda de sua popularidade entre eleitores, fator capaz de enfraquecer o Partido Republicano no Congresso.
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O presidente argumentou que não está concorrendo às eleições de meio de mandato e, por isso, não se sente obrigado a legitimá-las. “Eles estão esperando para ver como me saio na eleição de meio de mandato. O que eles não percebem é que eu não estou concorrendo. Eu já fiz isso e ganhei por uma ampla margem. O Partido Republicano vai disputar as eleições e eu vou ajudá-lo, mas não sou candidato. Não dou a menor credibilidade a essa eleição e não vou legitimá-la. Quanto ao Irã, isso nem sequer me passa pela cabeça”, declarou.
Trump ressaltou que enfrenta uma “grande decisão” em relação ao conflito com a República Islâmica. Ele expôs a dúvida entre firmar um tratado de paz que permita a reconstrução do país, transformando-o talvez em “um dos maiores do Oriente Médio ou até mesmo do mundo”, ou optar por “aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem jamais lhes dar a chance de matar e destruir pessoas e países novamente”.
O presidente também garantiu que os EUA continuarão impedindo que o Irã desenvolva armas nucleares e destacou a atuação das forças norte-americanas no estreito de Ormuz. Conforme Trump, elas já escoltaram mais de 1 bilhão de barris de petróleo pela rota marítima, driblando possíveis bloqueios e garantindo a segurança da navegação comercial.
Por fim, Trump conclamou os representantes das nações presentes a adotarem medidas mais duras contra o Irã. “Convoco todas as nações a se unirem a nós para impor o isolamento econômico completo do Irã, até que parem seus ataques à navegação comercial, renunciem às suas ambições nucleares e cessem o apoio ao terror”, insistiu na tribuna das Nações Unidas.
