
Morador e seu cão observam escombros de oficina agrícola desabada em Pelotas após tempestade (Foto: Instagram)
Fortes vendavais acima de 100 km/h e chuvas intensas atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias, causando diversos estragos. Em Pelotas, a Defesa Civil municipal registrou o desabamento parcial de um prédio na rua Marcílio Dias, altura da rua Doutor Amarante. Um homem que realizava reparos no telhado ficou gravemente ferido e foi encaminhado a um hospital, mas seu estado de saúde ainda não foi atualizado.
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A 300 quilômetros de Pelotas, em Caxias do Sul, a Defesa Civil estadual informou que quatro pessoas estão desaparecidas. No bairro Parada Cristal, a enxurrada arrastou um veículo: um homem foi resgatado com vida, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 e uma mulher de 43 permanecem desaparecidos. Ainda no bairro De Lazzer, um trabalhador foi levado pelas águas enquanto realizava a limpeza de uma galeria.
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O temporal deixou 969,4 mil unidades consumidoras sem energia até as 5h desta segunda-feira (21). A CEEE Equatorial, que abastece Porto Alegre e parte da região metropolitana, informou que 588 mil clientes estavam sem luz naquela hora, número que caiu para 442,7 mil às 13h. A CPFL RGE, responsável por parte do interior gaúcho, registrou 381,4 mil consumidores sem eletricidade às 5h, reduzidos a 189 mil ao longo do dia. Ao todo, cerca de 623 mil clientes permaneciam sem energia até as 13h no estado.
Conforme a MetSul Meteorologia, tempestades severas, vendavais e queda de granizo foram os principais responsáveis pelos danos. Em diferentes localidades, os ventos oscilaram entre 70 km/h e 100 km/h, enquanto rajadas isoladas atingiram de 120 km/h a 150 km/h. A intensidade dos ventos chegou a impedir o funcionamento de algumas estações meteorológicas, prejudicando o registro de dados. O alerta para condições adversas continua em vigor ao longo desta segunda-feira (21).
Em Porto Alegre, até as 13h, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) contabilizou 90 ocorrências relacionadas ao mau tempo, com 41 ainda em atendimento e 49 já concluídas. Seis vias seguem totalmente bloqueadas e outras 12 estão parcialmente interditadas devido à queda de árvores, galhos, fios e postes. Além disso, 20 semáforos apresentaram problemas — 17 ficaram inoperantes e três operam em amarelo piscante —, e equipes seguem mobilizadas para liberar as ruas e restabelecer o tráfego.
Santa Catarina também viveu impactos significativos: por volta das 6h desta segunda, municípios litorâneos como Jaguaruna, Imbituba e Laguna enfrentaram alagamentos após uma elevação súbita do nível do mar, conhecida como tsunami meteorológico. Segundo a Defesa Civil estadual, vias foram danificadas pelo acúmulo de areia e água, edificações sofreram avarias e barcos foram arrastados. O fenômeno ocorre em decorrência de mudanças bruscas na pressão atmosférica e ventos intensos sobre o oceano, sem relação com abalos sísmicos.








