
Dom Orlando Brandes celebra missa em Aparecida e destaca defesa da soberania nacional (Foto: Instagram)
Religiosos do Sudeste e do Norte do Brasil têm manifestado posição clara em defesa da soberania nacional e oferecido orientações de voto para as eleições de 2026. O arcebispo aposentado Dom Orlando Brandes, da Arquidiocese de Aparecida (SP), e bispos de dioceses no Amazonas e em Roraima vêm reforçando esse tema, que também figura como uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Na missa celebrada em 7 de setembro no Santuário Nacional de Aparecida, Dom Orlando Brandes enfatizou a importância de proteger a autonomia do país. “Vamos defender a nossa soberania. Nenhum poder de fora, seja quem for, não deve mandar aqui. Aqui é nossa casa, aqui é nossa pátria”, afirmou. Em seguida, ele pediu aos fiéis que, ao escolherem seus candidatos, considerassem o bem comum e agissem segundo o próprio coração, consciência e conhecimento.
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Os bispos da Regional Norte 1 da CNBB, que abrange dioceses da região amazônica, divulgaram nas redes sociais um vídeo recomendando que os católicos votem em candidatos comprometidos com a democracia, os direitos populares e a preservação da natureza. No material, com cerca de três minutos, os religiosos sublinharam que a Igreja Católica não deve ser vista como “curral eleitoral” e orientaram os fiéis a não escolherem políticos com “ficha suja” ou os que façam uso indevido do nome de Deus.
A soberania nacional tem ocupado lugar de destaque nos pronunciamentos do presidente Lula, sobretudo após as divergências entre o governo brasileiro e os Estados Unidos. Na véspera do feriado de 7 de setembro, o petista defendeu, em discurso oficial, que o Brasil “não será colônia de ninguém” e reafirmou a necessidade de uma política externa independente.
No dia 22 de setembro, durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, Lula voltou a abordar a questão. Em seu pronunciamento, declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, reforçando o discurso pela autonomia do país no cenário internacional.
Até o momento da publicação, a Arquidiocese de Aparecida e a CNBB não se manifestaram a respeito dos vídeos e dos posicionamentos dos bispos. O texto será atualizado caso novas informações sejam recebidas.
