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Bolsas da Europa operam quase estáveis diante de possível acordo EUA-Irã e dados de PMIs


Bombas de petróleo ao entardecer: mercados atentos às negociações EUA-Irã (Foto: Instagram)

Mercados acionários da Europa operaram de forma mista e praticamente estáveis na manhã de quarta-feira, 23 de setembro de 2026, com investidores monitorando a possibilidade de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava leve queda de 0,02%, aos 642,63 pontos, refletindo cautela diante dos desdobramentos diplomáticos e dos dados econômicos preliminares divulgados nesta sessão.

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Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, enfatizou que poderia “aniquilar” o Irã caso não fosse selado um entendimento entre as partes. No entanto, ainda na terça-feira, em entrevista a jornalistas, ele afirmou que líderes de Washington e Teerã tiveram “uma reunião muito boa” durante a Assembleia Geral da ONU, o que reacendeu expectativas de um desfecho positivo. O ambiente geopolítico, portanto, segue como principal fator de influência para as negociações de ativos no continente.

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Do ponto de vista macroeconômico, os dados preliminares de setembro mostraram desempenho superior na zona do euro em comparação ao Reino Unido. O índice PMI composto da região avançou inesperadamente para 53,1 pontos, indicando aceleração da atividade nos setores de indústria e serviços. Em contraste, o indicador britânico recuou para 51,7 pontos, abaixo das projeções de economistas, sugerindo desaceleração relativa no ritmo de expansão econômico no Reino Unido.

No início do pregão, o mercado de petróleo apresentou movimentação sem direção definida. O contrato futuro do WTI registrou leve queda, reflexo de operadores avaliando as possíveis consequências do cenário geopolítico no Oriente Médio, enquanto o Brent subiu de forma moderada, em resposta a expectativas de corte de oferta em outras frentes. O comportamento dos preços do petróleo segue sendo observado de perto por gestores de fundos e bancos centrais, que ponderam efeitos sobre inflação global.

Às 6h40 (horário de Brasília), as principais praças europeias exibiam resultados contrastantes. A Bolsa de Londres avançava 0,13%, impulsionada por blue chips locais, enquanto Paris registrava ligeira baixa de 0,05% e Frankfurt perdia 0,42%. Em Milão, o índice principal subia 0,04%, ao passo que Madri cedia 0,39% e Lisboa recuava 0,31%. O movimento reflete setores mais resistentes e outros sob pressão diante das incertezas externas.

No mercado de ações, o banco suíço UBS destacava-se em Zurique, com alta de 0,20%. O desempenho positivo veio após a aprovação, pela Câmara Alta do Parlamento da Suíça, de uma proposta para afrouxar novas exigências de capital ao banco, rejeitando ao mesmo tempo uma regra mais rígida apresentada anteriormente pelo governo. A decisão tende a aliviar custos de adequação regulatória e foi bem recebida por investidores, que viram redução de riscos para a instituição financeira.

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