
Bitcoin supera US$ 87 mil com influência da queda do petróleo e maior apetite por risco (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (22), o bitcoin seguiu em alta impulsionado pela queda nos preços do petróleo e por expectativas de maior apetite por risco no cenário global, diante de incertezas geopolíticas e decisões de política monetária. A criptomoeda chegou a superar os US$ 87 mil na sessão, mantendo-se a menos de 2% do preço de abertura de 2026 e praticamente compensando as perdas acumuladas no ano, segundo analistas do mercado.
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Por volta das 16h00 em Brasília, o bitcoin era negociado em alta de 0,52%, a US$ 86.476,48, enquanto o ethereum registrava leve queda de 0,11%, cotado a US$ 2.754,77 pela plataforma Binance. Esse comportamento reflete a influência de fatores externos, como o alívio nos custos do petróleo, e internos, com fluxo de capitais em direção a ativos de maior risco, o que reacende a confiança dos investidores.
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Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, aponta três pilares que sustentam o movimento de alta: a melhora do sentimento de risco com a queda do petróleo, a retomada de aquisições pela Strategy — que tem ampliado sua exposição em bitcoin — e um aporte de quase US$ 1 bilhão em ETFs à vista em um único dia. Só nos Estados Unidos, os fundos de bitcoin à vista receberam US$ 998,95 milhões em entradas líquidas, o maior fluxo diário desde outubro de 2025.
O analista destaca ainda que o próximo patamar técnico importante é a média móvel de 50 semanas, hoje em torno de US$ 89.600. Um rompimento dessa barreira poderia liberar uma nova perna de alta rumo aos US$ 95 mil. Já no curto prazo, a zona dos US$ 82 mil assume o papel de principal suporte, pois corresponde ao teto da lateralização anterior que agora precisaria se firmar como ponto de sustentação.
Além disso, especialistas da CryptoQuant ressaltam que o bitcoin ultrapassou sua média móvel de 365 dias — atualmente em US$ 80.500 — um sinal técnico que, em ciclos anteriores, indicou o início de mercados de alta. Para esses analistas, o próximo nível de resistência relevante fica em torno de US$ 90 mil, reforçando a tese de início de um novo ciclo de valorização. As informações são da Dow Jones Newswires.
