Fachin e Mendonça negam pedidos de audiência da defesa de Vorcaro

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Ministros Fachin e Mendonça mantêm gabinetes fechados para defesa de Daniel Vorcaro (Foto: Instagram)

Os gabinetes do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do ministro André Mendonça rejeitaram as solicitações de audiência apresentadas pelos advogados de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os defensores buscavam expor argumentos em favor de um pedido de soltura para o cliente. No entanto, ambos os magistrados mantiveram o posicionamento de não recebê-los neste momento, deixando em aberto o andamento das discussões sobre os processos relacionados a Vorcaro.

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A equipe jurídica de Vorcaro procurou inicialmente André Mendonça, relator oficial dos inquéritos envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Paralelamente, também acionou Edson Fachin, em razão da determinação, em 12 de setembro, de que esses mesmos procedimentos fossem remetidos à Presidência do STF para redistribuição. Os defensores pretenderam, assim, garantir que o pedido de liberdade fosse avaliado por ambos os ministros, dada a complexidade e a repercussão dos casos.

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Em resposta a um e-mail enviado na terça-feira (22.set.2026), o gabinete de Fachin esclareceu que a remessa dos recursos à Presidência do STF “não implicou alteração da relatoria”, mantendo as atribuições anteriores. Por sua vez, a assessoria de Mendonça comunicou, também por e-mail, que “os atendimentos sobre os processos do Banco Master e INSS estão temporariamente suspensos”, sem previsão imediata de retomada das audiências solicitadas pelos advogados.

Na avaliação dos defensores, o impasse se deve à necessidade de confirmação expressa por parte da Presidência do STF sobre quem de fato permanece como relator dos inquéritos. O próprio André Mendonça teria afirmado aos representantes de Vorcaro que só voltará a analisar o caso quando houver manifestação oficial da Presidência do Tribunal sobre a manutenção de sua relatoria.

Para Sérgio Leonardo, advogado de Daniel Vorcaro, a situação configura barreira ao direito de acesso à Justiça. “Causa perplexidade que a garantia constitucional de acesso ao Judiciário esteja inviabilizada para o nosso cliente”, declarou. O Supremo Tribunal Federal e o advogado Sérgio Leonardo foram procurados por e-mail para comentar o impasse, mas não se manifestaram até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso haja retorno.