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Imprensa internacional realça discurso de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU


Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. (Foto: Instagram)

Vários veículos internacionais repercutiram o pronunciamento de Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada em Nova York na terça-feira, 22 de setembro de 2026.

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No discurso inaugural, o presidente defendeu o fortalecimento do multilateralismo, propôs a reforma do Conselho de Segurança e abordou temas como soberania, não interferência, conflitos globais e a ampliação da capacidade de negociação da ONU.

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A fala de Lula gerou quatro aplausos: quando foi anunciado, ao afirmar que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ao reconhecer o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade e ao concluir seu discurso. Jornais como Reuters, Bloomberg, AFP, The New York Times, The Conversation, Clarín e La Nación destacaram seus alertas contra interferências estrangeiras em eleições e o risco à democracia.

Logo no início, o presidente resgatou sua trajetória como operário que venceu três eleições, lutou contra a ditadura e derrotou uma tentativa de golpe de Estado. Em seguida, ele denunciou a corrosão dos pilares do multilateralismo, criticou o uso de tarifas como arma de coerção e exigiu urgência na revisão do poder de veto no Conselho de Segurança.

Lula ressaltou a defesa da soberania dos povos, criticou a divisão do mundo em zonas de influência e afirmou que os venezuelanos devem ter liberdade para escolher seu próprio destino. Ele classificou de genocídio a ofensiva israelense em Gaza, defendeu a solução de dois Estados, pediu o fim diplomático da guerra na Ucrânia e condenou a escalada de tensão no Estreito de Ormuz.

O presidente também destacou a Lei Antifacção e a maior operação contra o crime organizado na história do Brasil em 2025, solicitou cooperação internacional para enfrentar o tráfico de armas e dinheiro e rejeitou qualquer presença militar estrangeira em águas brasileiras. Ele afirmou que o país “não permitirá que inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular” nas eleições de outubro.

Na parte final, Lula defendeu a retomada da agenda ambiental global, citou a redução do desmatamento na Amazônia ao menor nível em 11 anos, mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, e criticou o embargo a Cuba como medida ilegal. Cobrou regras para big techs e inteligência artificial, classificando a atual corrida tecnológica como “neoliberalismo digital sem normas” e propôs parcerias positivas com América Latina, África e Ásia.

Esta foi a décima vez que Lula abriu o Debate Geral da Assembleia Geral da ONU como presidente. A comitiva brasileira em Nova York incluía a primeira-dama Janja Lula da Silva, o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, o embaixador Sérgio Danese, o assessor Celso Amorim, o assessor-adjunto Audo Faleiro e o ministro Wellington Dias. Ele chegou à cidade em 20 de setembro e ainda se reuniu com o presidente do Uruguai, o prefeito de Nova York, o senador Bernie Sanders e o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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