
Movimento de consumidores em shopping reflete cautela das famílias após recuo na intenção de consumo (Foto: Instagram)
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) diminuiu 0,3% em setembro de 2026, alcançando 104,5 pontos, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo na quarta-feira (23.set.2026).
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Essa retração foi influenciada pela piora na Perspectiva Profissional e pela redução do Nível de Consumo Atual, refletindo uma postura mais cautelosa das famílias em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses.
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Na comparação anual, a ICF subiu 2,9%. A Perspectiva Profissional recuou 0,7% em setembro, registrando a quinta queda mensal seguida, e acumula retração de 8,6% em 12 meses. Apenas 48% das famílias mantêm visão positiva sobre a situação do emprego nos próximos meses, o percentual mais baixo desde setembro de 2022. Por outro lado, o indicador de Emprego Atual avançou 0,1% no mês e 2% em um ano.
Segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, a inquietação com o futuro do mercado de trabalho limita a confiança das famílias para consumir no curto prazo. Ele observou que, embora a desaceleração da inflação tenha incentivado a intenção de compra de bens duráveis na base anual, as incertezas sobre emprego continuam definindo o comportamento de compra imediato.
O indicador Momento para Compra de Duráveis apresentou alta de 17,2% em 12 meses, sendo o principal componente que impulsionou o resultado anual. Isso se deve ao menor impacto inflacionário nesses produtos, que acumularam 0,98% em um ano, bem abaixo do IPCA de 4,22%. Em contrapartida, na comparação mensal, a intenção de compra de bens duráveis caiu 0,5% e o Nível de Consumo Atual recuou para 91,5 pontos, menor desempenho desde o início de 2026.
A queda na intenção de consumo atingiu todas as faixas de renda. Entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o resultado caiu 0,8%, com retrações de 1,9% na Perspectiva Profissional e de 1,4% no Emprego Atual. Para as que recebem até dez salários mínimos, o recuo foi de 0,2%, suavizado por avanços de 0,4% na percepção sobre o Emprego Atual e de 0,1% na Perspectiva de Consumo.
O indicador de Renda Atual registrou queda de 0,7% nos dois grupos. Nas famílias de menor renda, foi a primeira queda após três meses de alta; já entre as de maior renda, a trajetória de retração se manteve.








