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Na véspera de reunião com Xi, Trump reforça aliança com o Japão


Donald Trump elogia Sanae Takaichi em encontro na ONU e destaca fortalecimento da aliança EUA-Japão (Foto: Instagram)

Em um encontro em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou publicamente a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O republicano destacou que a líder japonesa tem realizado “um trabalho tremendo” e que sua atuação “entraria para a história”. Logo após a reunião, a Casa Branca publicou na rede X que a “sólida aliança” entre os países foi reforçada. O elogio de Trump à primeira-ministra ocorre em meio a uma aproximação diplomática estratégica.

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Embora o apoio de Trump a Takaichi não seja novidade – ele já a havia recebido elogios anteriormente –, o momento escolhido para enfatizar a parceria chama atenção. Na quinta-feira (24.set), o presidente americano tem reunião agendada com o líder chinês Xi Jinping, na capital Washington. O reforço público do laço com o Japão servirá como sinal para Pequim sobre a união de interesses em questões geopolíticas e de segurança na região Ásia-Pacífico.

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As relações entre Tóquio e Pequim estão tensionadas desde que Sanae Takaichi assumiu o cargo de primeira-ministra, em outubro do ano passado. O governo chinês se tornou o principal crítico da linha de militarização adotada pela premiê, que anunciou programas para exportação de armamentos e expansão dos investimentos no setor bélico japonês. Essas medidas contrastam com o pacto de não militarização vigente no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

A crescente tensão diplomática se agravou quando Takaichi declarou que o Japão poderia intervir em um eventual conflito entre China e Taiwan. A afirmação foi interpretada como uma quebra de neutralidade e intensificou o descontentamento de Pequim, que vê no fortalecimento militar nipônico uma ameaça direta à sua estratégia regional. Analistas afirmam que o discurso japonês altera o equilíbrio estratégico no estreito de Taiwan.

O anúncio de Takaichi sobre exportação de armamentos também gerou críticas de aliados históricos, que consideram os passos arriscados. Membros do Partido Liberal Democrata e observadores internacionais ressaltam que o país avança para um papel mais ativo no mercado global de defesa, o que traz reflexos imediatos nas negociações e alianças militares.

O tema Japão deve constar na pauta do encontro entre Trump e Xi Jinping em Washington, assim como ocorreu na última reunião, em maio. Pequim espera que os EUA adotem postura capaz de desencorajar as ambições militares de Tóquio. Na visão chinesa, um Japão com capacidade bélica ampliada compromete a estabilidade regional na Ásia-Pacífico, tornando-se um ponto central de debate entre as duas potências.

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