Site icon Jetss BR

ANP firma contrato com a B3 para conduzir leilões de blocos de petróleo


Logotipo da ANP em estande de evento de energia (Foto: Instagram)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) firmou um acordo no valor de R$ 32,9 milhões com a bolsa B3. O contrato, com vigência de cinco anos, entre 16 de setembro de 2026 e 16 de setembro de 2031, prevê a prestação de assessoria técnica em todos os procedimentos relativos aos leilões de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. A contratação foi aprovada pela diretoria da agência sem custos adicionais à União e publicada no Diário Oficial da União em 23 de setembro.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Durante o ROG.e, evento de energia promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) no Rio de Janeiro, a diretora da ANP, Symone Araújo, destacou que a parceria com a B3 permitirá transferir para a bolsa as tarefas administrativas dos certames. Ela ressaltou que, com essa mudança, as equipes técnicas da agência poderão dedicar mais tempo ao desenho e à definição das áreas a serem ofertadas.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Atualmente, as equipes da ANP que organizam as rodadas de licitação também são responsáveis pela habilitação das empresas interessadas e pela análise das garantias financeiras apresentadas. Com o acordo, parte dessa estrutura operacional ficará a cargo da B3, empresa especializada na condução de leilões, enquanto a agência manterá o controle sobre as decisões regulatórias e estratégicas envolvendo as ofertas.

O principal modelo de comercialização adotado pela ANP é a Oferta Permanente, em que os blocos ficam disponíveis para manifestação de interesse das companhias a qualquer momento. Havendo demanda suficiente, a agência abre um ciclo formal, qualifica os participantes interessados e promove uma sessão pública para o recebimento das propostas. As áreas podem ser ofertadas sob regime de concessão ou de partilha da produção, sendo que, neste último, parcela dos volumes extraídos reverte diretamente para a União.

No novo formato, a B3 será responsável por disponibilizar a infraestrutura necessária para a realização dos certames, incluindo a plataforma digital utilizada em leilões virtuais e a logística de sessões presenciais. Além disso, toda a documentação exigida passará a ser entregue em formato eletrônico, garantindo mais agilidade e controle no processo.

A ANP seguirá definindo quais blocos serão ofertados, o calendário de cada rodada e as características técnicas e contratuais de cada fase. A agência informou que essa nova logística não será empregada nos ciclos previstos para 2026 e terá início a partir das licitações de 2027.

Exit mobile version