
Edinho Silva defende reforma do Judiciário e critica STF em plenária do PT (Foto: Instagram)
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026), em plenária com militantes em Belo Horizonte (MG), que o atual Poder Judiciário não reflete as convicções do partido. Segundo ele, essa dissociação reforça a necessidade de reformar tanto o sistema de justiça quanto o político no país.
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Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já defendeu uma reforma ampla no Judiciário para impedir que a política seja usada como instrumento de enriquecimento e acúmulo de patrimônio pessoal. “A política não pode servir para deixar pessoas ricas; é um meio de prestação de serviço à sociedade”, ressaltou Edinho, ao destacar que também é urgente revisar o poder político.
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Na mesma fala, o dirigente do PT mencionou o seu incômodo com “ataques nos últimos 10, 15 dias” direcionados ao partido e ao governo federal. Para ele, a crise institucional instalada no Supremo Tribunal Federal acaba reverberando em todas as esferas e pode influenciar o desempenho do PT nas pesquisas eleitorais, que mostram um cenário acirrado entre Lula e o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No início de setembro, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) protocolou uma proposta de emenda constitucional que prevê mandatos fixos de dez anos e paridade de gênero para ministros da Suprema Corte. Um dia antes, o PT divulgou uma resolução classificando o STF como um agente de “guerra institucional” e apresentou uma série de sugestões para reformar o sistema de justiça, entre elas:
- criação de cadeiras para representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
- eliminação de supersalários, penduricalhos e privilégios;
- estabelecimento de códigos de ética mais rigorosos e penas mais severas para corrupção, peculato e tráfico de influência no Judiciário;
- debate sobre a adoção de mandatos fixos em cortes superiores;
- aplicação de quarentenas éticas mais rígidas;
- critérios sólidos de diversidade racial e de gênero em nomeações judiciais;
- fortalecimento da Justiça do Trabalho;
- universalização da defensoria pública em todo o país, visando ampliar o acesso à Justiça e garantir direitos.
Edinho direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, acusando-o de enaltecer milicianos. “Não é possível alguém que condecora um miliciano, visita presos ligados a milícias e afirma que o novo modelo de segurança pública deve seguir o padrão das milícias controlar territórios e oprimir comunidades no Rio de Janeiro”, declarou.
Ao comentar o panorama eleitoral em Minas Gerais, Edinho destacou a tradição de que quem vence em solo mineiro tende a conquistar também o pleito nacional. “Confiamos no senso crítico do povo mineiro. As pesquisas mostram a força do presidente Lula em Minas Gerais, e estamos convencidos de que levaremos mais essa vitória”, concluiu.
