Influenciador Bruno Donato Maffei é detido por estelionato e falsidade ideológica

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Influenciador digital Bruno Donato Maffei é preso no Centro do Rio por estelionato (Foto: Instagram)

O influenciador digital Bruno Donato Maffei foi preso na noite de terça-feira (22) no Centro do Rio de Janeiro, sob a acusação de estelionato e falsidade ideológica. De acordo com o mandado expedido pela Justiça de Goiás, ele utilizava perfis em redes sociais para anunciar bolsas e produtos de luxo sem entregar as mercadorias aos compradores que efetuavam o pagamento. A ação resultou na prisão preventiva de Bruno, que tinha mandados em aberto também por investigações paralelas em São Paulo e no próprio Rio.

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Nas apurações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, constatou-se que o influenciador, dono de perfis com mais de 400 mil seguidores em uma de suas contas, atraía clientes interessados em artigos de alto padrão e recebia valores antecipados. Após a quitação via Pix ou outros meios, as vítimas eram bloqueadas e não tinham seus pedidos encaminhados. As suspeitas, segundo os investigadores, apontam para um esquema de anúncios fraudulentos que atuava em múltiplas localidades do país.

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A prisão foi resultado de cerca de duas semanas de trabalho de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em cooperação com a Delegacia Estadual de Investigações Criminais de Goiás. Os agentes localizaram Bruno Donato Maffei caminhando pelo Centro do Rio e cumpriram o mandado sem que surgisse qualquer tipo de resistência. O procedimento foi realizado em conformidade com as normas legais, garantindo a integridade do suspeito e a segurança da equipe.

Além do foco em Goiás, as investigações apontam para possíveis fraudes semelhantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, envolvendo venda de itens de luxo não entregues. Dados iniciais apontam que o esquema se repetia em diferentes perfis mantidos pelo influenciador, o que ampliou o alcance das autoridades na busca por vítimas lesadas em vários estados. Inquéritos abertos em SP indicam o mesmo modus operandi aplicado na capital paulista.

Em São Paulo, por exemplo, duas mulheres chegaram a transferir R$ 5 000 por meio de Pix para compra de bolsas de grife anunciadas em um dos perfis de Bruno. Conforme o relatório da delegacia, após a confirmação do pagamento, as vítimas foram bloqueadas nas redes e não receberam qualquer devolutiva quanto à entrega. Esse episódio reforça as suspeitas de um padrão de atuação que teria lesado dezenas de compradores em todo o país.

Após a formalização da prisão preventiva, Bruno Donato Maffei foi encaminhado ao sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações prosseguem em Goiás, São Paulo e no Rio, com a análise de extratos bancários, documentos e depoimentos para identificar todas as vítimas e possíveis cúmplices envolvidos no esquema.