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Lula diz que Flávio Bolsonaro “não sabe o que é o cheiro do trabalho”


Em discurso na Fundição Progresso, Lula critica Flávio Bolsonaro e diz que ele “não sabe o que é o cheiro do trabalho” (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (23.set.2026) o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ao afirmar que, ao contrário de quem vive o dia a dia das ruas e das fábricas, seu adversário “não sabe o que é o cheiro do trabalho”.

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No discurso, Lula também mirou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que ele “nunca trabalhou na vida”, lembrando que, depois de servir nas Forças Armadas, teria tentado “estourar o quartel”, seguido por 29 anos de vida pública sustentando ser contra o “sistema” e a própria política.

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Em outro trecho, o presidente questionou a coerência do clã Bolsonaro, referindo-se à disputa entre Carlos Bolsonaro e a mãe, Rogeria, na eleição para a Câmara do Rio, e indagou se alguém confiaria em um líder que orienta um filho a enfrentar a própria mãe nas urnas. Ao falar de Flávio, ressaltou que o filho do ex-presidente assumiu a vereança aos 21 anos, depois foi deputado estadual, federal e senador, mas “nunca conheceu o esforço do trabalho cotidiano”.

No entanto, a trajetória citada por Lula não corresponde ao currículo de Flávio: quem foi vereador do Rio de Janeiro de 2001 a 2025 foi Carlos Bolsonaro, e o cargo de deputado federal, de 2015 a 2025, pertenceu a Eduardo Bolsonaro, ainda que ele tenha sofrido cassação.

A fala ocorreu no evento organizado na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, onde Lula também pontuou sua própria candidatura, admitindo que talvez “não seja o melhor”, mas se colocou como “o único” à disposição do eleitorado. Ele elogiou e ironizou o vídeo de Fábio Porchat sobre as relações entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a Igreja Batista da Lagoinha e políticos, afirmando que o conteúdo “merece Oscar”. Sem citar nominalmente, atacou o pastor André Valadão, acusando-o de “lavagem de dinheiro” e comparando sua expressão à de um “171”. Ao distinguir esquerda e direita, definiu a primeira como “passiva” e a segunda como menos contida.

A mobilização reuniu artistas como Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Malu Mader, Marieta Severo, Nando Cunha, Daniela Mercury, Lenine, Leona Cavalli, Chico César, Tony Bellotto, Betty Gofman, Guilherme Fontes, Cissa Guimarães, João Velho, Fernanda Abreu, George Sauma, Victor DiCastro, Bete Mendes, Antonio Grassi, Caio Blat, Julia Lemmertz, Mestre Ciça, Paulinho Moska, Zélia Duncan, Tati Quebra Barraco, Humberto Carrão, Juliana Alves, Russo Passapusso, Maeve Jinkings, Klebber Toledo, Xamã e Antonio Pitanga. Havia expectativa pela presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia, mas ambos não compareceram ao encontro.

Caetano havia manifestado apoio a Lula em 13 de setembro, durante apresentação em Taguatinga, quando fez o gesto “L” e disse “bora, Lula”. Já Maria Bethânia declarou voto no petista em 12 de setembro, no Coala Festival, em São Paulo. Além do elenco cultural, marcaram presença aliados políticos como a deputada Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo PT no Rio, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

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