
Christian Lohbauer em frente à reitoria da USP (Foto: Instagram)
O fundador do partido Novo e candidato a deputado federal por São Paulo, Christian Lohbauer, enviou um ofício à Universidade de São Paulo (USP) solicitando a instauração de um processo administrativo disciplinar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que leciona na Faculdade de Direito da instituição. No documento, Lohbauer alega que há indícios de condutas incompatíveis com os padrões éticos exigidos de um docente na universidade.
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Em vídeo publicado na noite de quarta-feira (23.set.2026) em seu perfil no Instagram, Lohbauer aparece em frente ao prédio da reitoria da USP, no Centro de São Paulo. Segundo ele, na última segunda-feira (21.set), protocolou um pedido de afastamento preventivo de Moraes, para preservar a imparcialidade das apurações enquanto a universidade analisa o caso.
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“Me impressiona muito que nenhum professor, nenhum membro da Largo São Francisco, nenhum conjunto de autoridades acadêmicas dessa universidade tenha feito isso antes”, afirmou Lohbauer, referindo-se à histórica tradição de independência da unidade.
Ele acrescentou que, diante das revelações recentes, a USP precisa honrar sua história, sua tradição e sua lisura. Para Lohbauer, a instituição deve afastar cautelarmente qualquer docente cuja postura seja considerada imoral ou contrária aos bons costumes, à decência e às normas de conduta previstas no regimento.
Conforme reportagem de Gabriela Echenique, do jornal Folha de S.Paulo, o ofício menciona mensagens atribuídas a Moraes e a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O texto também destaca o contrato de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
No documento, o Novo afirma que tais fatos configuram infrações disciplinares e possíveis crimes, o que justificaria a abertura de um processo com direito ao contraditório e à ampla defesa. Segundo o partido, é fundamental que a apuração respeite o devido processo legal em todas as instâncias.
Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, ressaltou que não cabe à USP julgar um membro do STF, mas apenas investigar a conduta de um de seus professores. “São esferas diferentes, e o devido processo legal exige que os fatos sejam investigados adequadamente em cada instância competente”, declarou.
O gabinete de Alexandre de Moraes foi contactado por e-mail para comentar o pedido de processo disciplinar, mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem digital. O texto será atualizado caso haja manifestação.








