
Lula discursa no Rio de Janeiro enquanto associações de apostas esportivas alertam para riscos de banimento das bets (Foto: Instagram)
Associações que representam o setor de apostas esportivas emitiram um alerta sobre os impactos de uma possível proibição das bets no Brasil. Segundo elas, o veto pode agravar o mercado, incentivando a migração para operações ilegais e reduzindo a arrecadação que sustenta diversas áreas. No manifesto divulgado em 24 de setembro, as entidades reforçam que a regulamentação é essencial para proteger os consumidores e manter os investimentos no segmento. A medida provisória que proíbe a atuação dessas empresas deve ser votada no dia 25 de setembro.
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Na última quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de banir as apostas online, popularmente chamadas de bets, e relacionou os prejuízos do jogo ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa pela reeleição. Durante um evento político no Rio de Janeiro, foi exibida a frase “Flávio é bet. Lula é o caminho” em um telão, reforçando a associação feita pelo chefe do Executivo.
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Há alguns meses, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro buscaram o governo federal para negociar um pacote de socorro financeiro, com juros menores e prazos estendidos. Embora não vinculado diretamente à medida provisória, o programa de renegociação visa dar fôlego aos times que enfrentam risco de perder contratos milionários de patrocínio com as casas de apostas.
No comunicado, as associações listam consequências imediatas do bloqueio às apostas on-line: a demanda legal migraria para plataformas irregulares sem qualquer controle de CPF, sem bloqueio de beneficiários de programas sociais, sem mecanismos de autoproteção para jogadores em risco e sem possibilidade de autoexclusão. Menores de idade, atualmente protegidos pela regulação, ficariam totalmente expostos.
Além disso, ressaltam o impacto negativo na arrecadação de tributos destinados a esportes, segurança pública, saúde e seguridade social. A revogação abrupta das autorizações poderia gerar contenciosos judiciais, criar passivos de compensação e transmitir insegurança jurídica a investidores. As demissões em massa e a quebra de contratos afetariam milhares de famílias, fornecedores e setores como tecnologia, publicidade, turismo e meios de pagamento.
As entidades propõem, em lugar da proibição, o fortalecimento da regulação: publicidade mais rígida, proteção reforçada aos grupos vulneráveis, fiscalização efetiva e combate aos operadores ilegais. “Regular é controlar. Proibir é perder o controle”, afirmam, pedindo a Congresso Nacional e ao Executivo um debate pautado em evidências e responsabilidade institucional. “Nós apostamos no Brasil”, concluem, defendendo um país que regula para proteger, respeita contratos, preserva empregos e afasta o cidadão da ilegalidade.
