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Lula se recusa a ceder a Trump e dispara: “Você quer taxar? Você taxa”


Durante ato de campanha em Maceió, o presidente Lula defende diversificação de parcerias diante das tarifas dos EUA (Foto: Instagram)

Durante ato de campanha em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (24.set.2026) que o Brasil não vai ceder às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a estratégia nacional será diversificar os parceiros comerciais, buscando alternativas para a compra de produtos norte-americanos sem se submeter às taxas definidas em Washington.

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Em tom direto, Lula mencionou ter recebido o recado do presidente Donald Trump: “Você quer taxar, você taxa. Eu não vou ficar chorando, não. Eu vou procurar outros países para comprar as coisas desse país”. O mandatário ressaltou que as exportações brasileiras atingiram níveis inéditos, com superávit anual de US$ 80 bilhões, mas reconheceram uma queda de 9% nas vendas aos EUA, enquanto outros mercados registraram crescimento.

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As sobretaxas americanas foram oficializadas após meses de negociação entre Brasília e Washington. Em julho, entrou em vigor a alíquota de 25% com base na Seção 301, mecanismo que avalia práticas comerciais injustas, questionado pelo governo brasileiro. Em paralelo, os EUA instituiu uma taxa adicional de 12,5% em função de investigações sobre trabalho forçado, cumulando-se a tarifas já existentes sobre aço, alumínio e automóveis.

Após serem congeladas na segunda metade de julho, as conversas bilaterais foram retomadas em 21 de agosto, quando Lula e Trump dialogaram por cerca de 1h20 por telefone. As partes concordaram em reavaliar os pontos de atrito e buscar caminhos para reduzir tensões, sem, entretanto, comprometer a política de diversificação defendida pelo presidente brasileiro.

No mesmo discurso, o presidente abordou o potencial de exploração de minerais estratégicos e terras-raras no território nacional. Ele destacou que o Brasil pode abrigar a segunda maior reserva mundial do recurso, mas que até o momento somente 30% da área mineral foi mapeada.

Lula enfatizou ainda que o país não repetirá o modelo tradicional de extração apenas para exportação de minério bruto: “Não adianta Trump dizer: ‘Ah, eu quero as terras-raras’. Se ele quiser, que tenha as dele, porque a nossa é nossa e é do povo brasileiro”. Ele defendeu a instalação de indústrias locais de processamento e a formação de especialistas nacionais para agregar valor ao produto.

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