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Nunes diz que sancionará projeto que proíbe publicidade de apostas em eventos esportivos em SP


Ricardo Nunes anuncia apoio à proibição de publicidade de apostas em eventos esportivos em SP (Foto: Instagram)

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que sancionará a proposta de lei que veda a divulgação de apostas e jogos de azar online em eventos esportivos na capital, desde que o texto seja aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal.

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Em entrevista à CBN nesta quinta-feira, 24, Nunes garantiu que não fará vetos nem ajustes caso os vereadores decidam ampliar as restrições ou elevar os valores das multas previstas. “Aquilo que a Câmara aprovar lá, a gente vai sancionar”, declarou o prefeito.

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Na quarta-feira, 23, o projeto foi aprovado em primeiro turno, por unanimidade, e segue para nova votação na próxima semana antes de chegar ao gabinete do prefeito. A iniciativa foi apresentada em maio de 2025 pelo vereador João Jorge (MDB).

O prefeito associou o uso de plataformas de apostas ao aumento do endividamento, especialmente entre famílias de renda mais baixa. Segundo Nunes, um estudo mostrou que, além dos juros elevados, a popularização de “bets” agrava a situação financeira de muita gente.

Ele também defendeu que a prefeitura realize campanhas educativas sobre os riscos do jogo, ressaltando que pessoas em dívida podem recorrer a apostas na esperança de saldar compromissos, o que tende a piorar seu orçamento.

Questionado sobre possíveis emendas, Nunes lembrou que alguns parlamentares pretendem elevar a multa atual de R$ 50 mil para infratores. “Não sabemos se o plenário aprovará essas mudanças, mas ele é soberano”, afirmou.

O texto proíbe anúncios de empresas de apostas esportivas e outras modalidades de jogos de azar em eventos realizados em espaços públicos ou privados, sejam amadores ou profissionais. Estádios de Palmeiras, Corinthians e São Paulo também ficariam sob a restrição.

A proposta ganhou força após a prefeitura do Rio de Janeiro adotar medida semelhante. Caso seja confirmada em segundo turno e sancionada, a lei dará prazo de 90 dias, a partir da publicação, para adaptação às novas regras.

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