Reviravolta no caso Isabelle Caracristi: Polícia revela provas e comenta detalhes da morte

Posted by

–

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu que Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu após uma queda voluntária do prédio onde morava, em Fortaleza, no último dia 13. O resultado foi apresentado na quarta-feira (23), durante coletiva da Polícia Civil do Ceará, enquanto as autoridades continuam investigando as circunstâncias que antecederam a morte da jovem e a possível participação do namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos.

Segundo o perito-geral da Pefoce, Júlio Torres, a análise da dinâmica da queda e das imagens registradas no condomínio embasou a conclusão. “A conclusão do nosso laudo pericial criminal é de que houve uma precipitação voluntária do rooftop, de onde ela caiu na posição vertical. Há uma câmera que corrobora essa dinâmica”, declarou.

++ Pesquisa Quaest/SC aponta Carol de Toni com 17% para o Senado; Carlos Bolsonaro com 16% e Amin com 15%

Quase 700 arquivos de vídeo do condomínio foram analisados durante o trabalho pericial. De acordo com Torres, não foram encontradas alterações nas gravações. “Corroborando que houve de fato um encaminhamento correto e a análise por parte da autoridade policial, chancelando, digamos assim, a integridade desse vídeo”, afirmou.

Apesar da conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação permanece em andamento. O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, afirmou que os elementos técnicos reunidos até agora sustentam a conclusão da perícia. “Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária”, declarou.

As autoridades ainda apuram o que ocorreu antes da morte de Isabelle e se houve participação de outras pessoas. “Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava”, explicou Gutiérrez. A Polícia Civil informou que outras diligências e análises de dispositivos eletrônicos continuam sendo realizadas.

++ TSE autoriza uso de imagens de Jair Bolsonaro em santinhos de campanha

João Munhoz Neto está preso preventivamente. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por suspeitas relacionadas a induzimento, instigação ou auxílio a suicídio, violência psicológica e obstrução da Justiça. A manutenção da prisão ocorreu após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira.

A conclusão pericial sobre a forma como Isabelle caiu, portanto, não encerra a apuração sobre as circunstâncias que antecederam sua morte. A investigação segue para esclarecer os demais pontos do caso e eventual responsabilidade de terceiros.