
Anthony Garotinho anuncia em rede social desistência de recurso ao TSE (Foto: Instagram)
Na segunda-feira, 5.out.2026, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou a desistência do recurso ao Tribunal Superior Eleitoral que buscava reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Com a retirada do pedido, os 274.411 votos que recebeu no primeiro turno permanecem anulados e Douglas Ruas (PL) alcançará mais de 50% dos votos válidos, resultado que o tornará governador eleito no 1º turno.
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O requerimento para abrir mão do recurso foi protocolado pela equipe jurídica de Garotinho no processo que tramita no TSE. A decisão ainda depende de homologação pela Corte para ter efeito prático na apuração. Uma vez confirmada, a renúncia atesta a impossibilidade de a defesa reverter a suspensão dos direitos políticos do ex-chefe do Executivo fluminense.
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro havia indeferido o registro de Garotinho por suspensão de seus direitos políticos, ligada a um suposto ato de improbidade administrativa de 2005, quando não exercia função pública na pasta acusada. Até a desistência, os votos atribuídos a ele estavam classificados como “anulados sub judice” enquanto aguardavam julgamento definitivo.
Na disputa do primeiro turno, Douglas Ruas obteve 49,2% dos votos válidos e Eduardo Paes (PSD) recebeu 42,75%. Sem os 274.411 votos de Garotinho, Ruas ultrapassa o patamar de 50% necessário para evitar um segundo turno. Caso contrário, Paes e Ruas teriam duelado pelo governo estadual no 2º turno.
Em nota, Garotinho declarou que não perderia “tempo reclamando da Justiça Eleitoral” e reforçou ter sido alvo de perseguição “clara como a luz do sol”. Denunciou “apodrecimento das instituições” capturadas pela corrupção e pelo crime, e citou dados da votação: 12.842.510 eleitores aptos, 2.996.650 abstenções, 9.845.877 votantes, 675.292 votos nulos, 501.537 brancos e 274.411 sub judice.
O ex-governador também criticou os candidatos do segundo turno, afirmando que juntos receberam apenas 34% do total de eleitores do Estado e lembrando que “o mais odiado é sempre aquele que fala a verdade”. Ao considerar a renúncia “livre, expressa, consciente e irretratável”, concluiu que o povo fluminense suportará as consequências de suas escolhas nas urnas.
