Mãe de Isabella Nardoni e pai de Henry Borel são eleitos deputados federais

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Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel assumem mandato na Câmara dos Deputados para 2027–2031 como representantes de familiares de vítimas de crimes de grande repercussão. (Foto: Instagram)

Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel, cujos filhos foram vítimas de casos criminais de grande repercussão, conquistaram vagas na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 2026, realizadas em 4 de outubro. Ambos assumem mandatos pelo ciclo 2027–2031, marcando a estreia de familiares de vítimas notórias no Congresso Nacional.

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Oliveira, que havia sido eleita vereadora em São Paulo em 2024, alcançou 246.741 votos pelo Podemos-SP, ficando em segundo lugar entre os candidatos da sigla no estado, atrás apenas de Delegado Palumbo. Já Leniel Borel obteve 72.658 votos pelo Progressistas do Rio de Janeiro, ocupando a quarta posição na legenda. Ele também integrava a Câmara Municipal do Rio desde 2024.

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Nas campanhas, ambos priorizaram a proteção de crianças contra a violência e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção de crimes infantojuvenis. O engajamento pessoal, motivado pela perda de Isabella e de Henry, impulsionou o discurso em defesa de maior rigor nas leis e de programas de apoio a famílias em situação de risco.

No caso de Isabella Nardoni, a menina de 5 anos foi morta em março de 2008 ao ser jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo. Seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados em 2010 por espancamento seguido de queda, com penas iniciais de 31 e 26 anos de prisão, respectivamente. Após sucessivos recursos e progressões de regime, Jatobá está em liberdade condicional desde 2023 e Alexandre Nardoni, desde 2024.

O assassinato de Henry Borel ocorreu em março de 2021, quando o menino, então com 4 anos, foi encontrado sem vida no quarto que dividia com a mãe, Monique Medeiros. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado em junho de 2026 pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas. Monique, que teve perdão judicial, permanece em liberdade, e o Ministério Público busca reverter o benefício.

A eleição de Ana Carolina Oliveira e Leniel Borel deve intensificar o debate sobre violência doméstica e proteção infantil no Legislativo, com expectativa de propostas de lei mais rígidas e programas de prevenção. O resultado também destaca a força política de familiares de vítimas em causas sociais sensíveis, potencializando a voz de quem enfrentou tragédias pessoais.