
Michel Temer manifesta apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno (Foto: Instagram)
Michel Temer publicou nesta segunda-feira (5 de outubro de 2026) um vídeo em seu perfil no Instagram em que manifesta apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da disputa presidencial. No breve registro, o ex-presidente defende a vontade do eleitorado por uma renovação política, destacando que o país almeja atenção, respeito e “reconexão” com suas lideranças. Segundo Temer, Flávio Bolsonaro é quem melhor representa essa necessidade de retorno ao diálogo direto com a sociedade.
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Flávio Bolsonaro, primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), medirá forças com o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. Na primeira etapa, o senador conquistou 47,03% dos votos válidos, totalizando 56.104.503 sufrágios, contra 45,16% de Lula, que somou 53.879.538. Esses resultados garantiram aos dois políticos a classificação para o embate final que decidirá o comando do Palácio do Planalto.
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No vídeo de 59 segundos, Temer afirma que “as urnas falaram” e que o povo brasileiro, como autoridade suprema da democracia, deixou claro seu desejo por mudança. Ele ressalta que quem assimilou esse anseio foi reeleito e que a renovação foi evidente não apenas na chegada de novos congressistas, mas também na liderança de Flávio no primeiro turno presidencial. “Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, conclui o emedebista, reafirmando seu voto de confiança.
Apesar de ter sido vice-presidente na gestão de Dilma Rousseff (PT), Temer e Lula mantêm uma relação tensa. Em julho, o petista voltou a culpar o ex-chefe pelo impeachment da ex-presidente, classificando o processo como um “golpe”. As críticas recorrentes do líder petista foram apontadas por Temer como fator determinante para sua decisão de apoiar o senador do PL nesta reta final da campanha.
Questionado pelo jornal O Globo sobre o motivo de escolher Flávio Bolsonaro, Temer retrucou: “Se você fosse chamado de golpista pelo outro lado e visse o PT inteiro lhe imputando esse rótulo, qual seria sua posição?” Para o ex-presidente, o posicionamento adverso de Lula e do PT justifica o alinhamento com a candidatura rival.
Entre os presidenciáveis derrotados no primeiro turno, nenhum fez declaração direta de apoio. Romeu Zema (Novo) afirmou apenas que não votaria no PT sem citar nome; Renan Santos (Missão) orientou eleitores a optar livremente, mas sugeriu acreditar na vitória de Flávio; Augusto Cury (Avante) manteve silêncio; e Ronaldo Caiado (PSD) não se pronunciou, enquanto seu partido liberou a base para apoiar quem desejarem.








