
Nikolas Ferreira cumprimenta simpatizante durante evento em Minas Gerais (Foto: Instagram)
O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que venceu as eleições em Minas Gerais, revelou que optou por não incluir o nome de Carlos Bolsonaro na tradicional “colinha” com seus candidatos preferenciais para o Senado em Santa Catarina. Segundo ele, a decisão se pautou em seus princípios, depois de ter sido alvo de acusações graves vindas do filho do ex-presidente.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira (5.out.2026), Nikolas disse que, na lista divulgada no sábado anterior, 3 de outubro, indicou apenas a deputada federal Carol de Toni (PL) para uma cadeira no Senado, deixando a segunda vaga em aberto. No pleito, Carlos Bolsonaro obteve 25,35% dos votos válidos, enquanto Carol alcançou 33,46% e garantiu a vaga.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Ele explicou que dois episódios pesaram em sua decisão de excluir Carlos Bolsonaro da relação de candidatos. Primeiro, a acusação de que Nikolas teria tentado “calar e assassinar” Jair Bolsonaro, feita publicamente por Carlos. Em seguida, veio à tona um áudio de uma conversa com o assessor Vorcaro, no qual questionamentos sobre o parlamentar estarem “do lado do sistema” deixaram a família de Nikolas profundamente abalada.
Nikolas foi enfático ao afirmar que não se trata de uma atitude movida por vingança, mas sim por respeito aos valores que professam. “Não há espaço para dar apoio a quem me acusa de tentar matar o próprio pai. Isso fere meus princípios”, declarou, acrescentando que não abrirá mão de sua postura mesmo diante de pressões internas.
O deputado também negou que seu posicionamento represente um distanciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, assegurando que nunca abandonou o líder do partido. Durante a entrevista, ele ressaltou que, apesar de eventuais divergências, continua fiel à base bolsonarista e destacou a evolução de aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Sobre Tarcísio, falou que o governador, antes classificado nas redes como traidor e comunista, hoje surge como um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro, mostrando que alianças podem se redefinir. Ele criticou ainda a disparidade de cobranças internas: “Se discordar de quem eles apoiam, é traidor. Mas, quando atacam Michelle Bolsonaro, chamam de puta e ainda acusam de querer ferir o presidente, isso não conta como traição.”
Por fim, Nikolas citou Sérgio Moro (PL), eleito governador do Paraná, como outro exemplo de quem não recebeu seu endosso. Ele lembrou que Moro votou favoravelmente à indicação de Flávio Dino ao Supremo em 2023 e sugeriu que o político deveria pedir desculpas antes de solicitar votos. “Desejo sucesso ao Moro, mas não o incluí na minha lista”, frisou, concluindo que não se deixará influenciar por insinuações alheias.
