
Em caminhada de campanha em Copacabana, no Rio, Lula convocou apoiadores a integrar o “Exército do Lula” e a mobilizar eleitores para o segundo turno. (Foto: Instagram)
Em ato de campanha realizado na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado (24.out.2026), véspera do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou apoiadores a integrarem o “Exército do Lula”. Candidato à reeleição, ele pediu que a militância visite casas e converse com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, para convencê-los a votar no domingo (25.out).
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Lula afirmou que a mobilização deve se concentrar em convencer quem deixou de votar. “Votar é uma necessidade de fortalecer a democracia brasileira”, declarou. Segundo o presidente, a participação eleitoral também é essencial para a soberania do país. “Não é por mim, não é pelo meu adversário, é pelo Brasil que vocês têm que votar”, disse.
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O presidente descreveu a iniciativa como pacífica e democrática e afirmou que o “Exército do Lula” chegaria a 13 milhões de pessoas. Comparou o grupo aos exércitos chinês, americano e russo, mas ressaltou que não se trata de uma força para a guerra. “É um exército para a paz e para a democracia”, declarou.
O petista também criticou propostas atribuídas ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Disse que o adversário pretende privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde) e reverter a proposta de encerramento da escala de trabalho 6 X 1. Lula voltou a chamar o senador do PL de “miliciano” e afirmou que a escolha nas urnas seria entre “alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana”.
Ao pedir votos às mulheres, Lula mencionou a morte de Ana Clara, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil em 2021. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o PM Bruno Dias Delaroli pelo crime. Em 2024, Flávio Bolsonaro recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão que levou o processo ao Tribunal do Júri. Lula criticou as declarações do adversário sobre o caso e pediu às eleitoras que não votem no candidato do PL. A primeira-dama Janja Lula da Silva também discursou e chamou as mulheres de “guardiãs da democracia”.
A concentração para a caminhada começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica, e o evento estava previsto para as 10h. Lula chegou às 9h40. Durante o percurso, tocou o jingle “Bota pra Virar”, do cantor e compositor baiano O Kannalha; apoiadores carregavam cartazes com mensagens como “Ainda há esperança”. Antes do ato, o presidente conversou com jornalistas e disse estar confiante na reeleição. Ele usava um boné com a inscrição “Silva” e uma estrela vermelha.
A caminhada foi um dos últimos compromissos da campanha de Lula antes da votação. Depois da atividade no Rio, o presidente seguiria para São Paulo, onde participaria de outra caminhada, na avenida Paulista. Também estiveram no ato Janja Lula da Silva; a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ); Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio; Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito da cidade; e Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói.








