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Brasileiros enfrentam filas no exterior para votar no segundo turno e relatam espera


Brasileiros no exterior relataram filas e demora para votar no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. (Foto: Instagram)

Brasileiros que vivem fora do país relataram filas e demora em locais de votação durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As queixas tiveram repercussão nas redes sociais, especialmente entre eleitores em Paris, na França, e Lisboa, em Portugal, que publicaram registros da movimentação e do tempo de espera.

A votação no exterior começou antes da abertura das urnas no Brasil, por causa da diferença de fuso horário. A Nova Zelândia foi o primeiro país a receber eleitores brasileiros: as urnas abriram às 16h de sábado (24), pelo horário de Brasília. Horas depois, seções eleitorais começaram a funcionar em três cidades da Austrália; às 20h de sábado, foi a vez do Japão, da Coreia do Sul e de Timor-Leste.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Brasileiros com situação regular perante a Justiça Eleitoral podem votar no exterior para escolher o próximo presidente da República. Os relatos de filas em cidades europeias circularam nas redes sociais ao longo do segundo turno. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 brasileiros estão habilitados a votar fora do país em 2026, distribuídos por 134 países.

Esse contingente corresponde a pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional, estimado em aproximadamente 158,7 milhões de pessoas. Embora seja uma parcela reduzida do total de votantes, brasileiros residentes no exterior também participam da escolha de quem ocupará a Presidência. Para isso, são instaladas seções eleitorais em diferentes países, permitindo que esses eleitores participem mesmo morando longe do território brasileiro.

Quem mora fora do Brasil e mantém o título eleitoral vinculado ao exterior pode votar exclusivamente para presidente e vice-presidente da República. Assim, esses brasileiros não escolhem os demais cargos disputados nas eleições em território nacional.

O número de eleitores brasileiros habilitados no exterior cresceu ao longo da última década. Em 2014, cerca de 354 mil pessoas podiam votar fora do país. Nas eleições de 2022, oito anos depois, o total se aproximava de 700 mil, indicando a expansão da participação eleitoral de brasileiros que vivem em outros países.

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