
Marco Aurélio de Carvalho afirmou que apenas 60% dos ônibus de São Paulo estavam em circulação e disse que a campanha de Lula pedirá ao TSE a extensão do horário de votação. (Foto: Instagram)
Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da equipe jurídica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (25.out.2026) que somente 60% da frota de ônibus de São Paulo estava circulando. Ele deu a declaração em frente à casa do presidente.
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Carvalho disse que a campanha pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral a extensão do horário de votação. O pedido será motivado por relatos de falta de transporte público em São Paulo e na Bahia. Segundo o advogado, a equipe recebeu a informação de que apenas 60% dos ônibus da capital paulista estavam em operação.
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O coordenador afirmou que há uma determinação judicial para que toda a frota de ônibus opere nas cidades, de modo a garantir que os eleitores consigam chegar aos locais de votação. Carvalho ressaltou que a decisão prevê a circulação de 100% dos veículos e relacionou a medida ao direito de voto.
A Prefeitura de São Paulo informou que, no sábado (24.out.2026), enviou um comunicado a todas as empresas de ônibus da cidade para que cumprissem a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. De acordo com a administração municipal, o aviso foi encaminhado logo após a decisão da Justiça Eleitoral.
Também no sábado, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que o município disponibilizasse à população 100% da frota operacional de ônibus neste domingo, data do segundo turno das Eleições 2026. A decisão atendeu a um pedido apresentado em ação popular por políticos do PSOL.
A Resolução TSE nº 23.751/2026, em seu artigo 23, estabelece a oferta de transporte coletivo urbano nos dias de votação, com frequência compatível com a dos dias úteis. A norma prevê que o poder público ofereça transporte municipal e intermunicipal, inclusive metropolitano, gratuitamente ao eleitorado.
Conforme a decisão judicial, o descumprimento pode resultar em multa de R$ 100 mil para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e para o presidente da SPTrans, empresa estatal responsável pelo transporte público por ônibus na cidade. A decisão também aponta a possibilidade de caracterização de crime eleitoral. A resolução proíbe distinção entre eleitores, promoção pessoal do gestor responsável pela concessão e propaganda partidária ou eleitoral durante a oferta do serviço gratuito.
