
Ex-funcionário acusa dono de empresa contábil de ordenar exclusão de registros; defesa contesta. (Foto: Instagram)
Um ex-funcionário acusa Alexandre Caetano dos Reis, dono de uma empresa de contabilidade, de ordenar a exclusão de registros após uma operação da Polícia Federal. O escritório atende negócios ligados a Flávio Bolsonaro e ao Careca do INSS. A defesa contesta a acusação, que ainda será analisada pela Justiça.
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A denúncia foi apresentada em uma ação trabalhista. A Voga Serviços Contábeis, empresa de Alexandre, faz a contabilidade do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de negócios ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
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Segundo o ex-funcionário, a ordem teria sido dada depois de uma operação da Polícia Federal, em abril de 2025. Ele afirma que a determinação ocorreu em 28 de abril, no sistema Athenas, e que as mudanças buscariam ocultar alterações na contabilidade de empresas ligadas a Antunes. A acusação veio a público no sábado (24).
O autor da ação diz ter preservado cópias dos arquivos e pediu uma perícia para compará-las com os registros do sistema. Até o momento das informações consultadas, não havia decisão judicial sobre esse pedido.
Os logs são registros das atividades realizadas em um sistema e podem ajudar a identificar acessos e modificações. A existência da acusação envolvendo esses dados, contudo, não comprova por si só que houve destruição de provas.
A defesa de Alexandre contesta a narrativa e questiona a admissibilidade e a autenticidade do material apresentado. A ação trabalhista não aponta Flávio Bolsonaro como responsável pela suposta ordem, apesar dos vínculos profissionais mencionados no caso.
O processo depende da análise judicial das alegações, dos documentos apresentados e dos argumentos da defesa. Portanto, a acusação ainda não foi confirmada por uma decisão da Justiça.








