Site icon Jetss BR

Daniel Vorcaro e ex-presidente do INSS votam na Papuda enquanto estão presos


Daniel Vorcaro e Alessandro Stefanutto votaram neste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026, em uma seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. (Foto: Instagram)

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), votaram neste domingo (25), no segundo turno das eleições de 2026. Eles participaram da votação em uma seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Os dois estão presos preventivamente, mas não têm condenação criminal definitiva e, por isso, mantêm o direito ao voto.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O pleito teve uma situação particular no Distrito Federal: além dos eleitores que foram às urnas em suas cidades, pessoas investigadas em casos de repercussão nacional também votaram enquanto estavam sob custódia da Justiça. A seção instalada no complexo penitenciário permitiu a participação de presos provisórios aptos a votar.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Vorcaro está preso preventivamente desde março de 2026. Para votar, ele pediu autorização e transferiu seu título eleitoral para a seção do complexo penitenciário dentro do prazo fixado pela Justiça Eleitoral. Como ainda não foi condenado definitivamente, pôde participar do segundo turno.

Stefanutto está preso desde novembro de 2025, no contexto das investigações sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A apuração procura esclarecer as responsabilidades no esquema de cobranças indevidas. Assim como Vorcaro, ele conserva os direitos políticos porque não há condenação criminal definitiva contra ele.

A legislação eleitoral prevê a suspensão dos direitos políticos quando existe condenação criminal com trânsito em julgado, isto é, quando não há mais possibilidade de recurso. A condição dos dois, que seguem presos preventivamente, é diferente da situação de quem já recebeu uma condenação definitiva.

Um exemplo é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Ele está impedido de votar enquanto durarem os efeitos da condenação. Bolsonaro também passou pela Papudinha, unidade do sistema prisional do Distrito Federal onde Vorcaro está detido, e atualmente cumpre prisão domiciliar.

Outro investigado no caso Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), não participou do segundo turno. Ele também havia deixado de votar no primeiro turno, e sua decisão de não comparecer foi registrada neste domingo. A Justiça Eleitoral determinou a instalação de seções em estabelecimentos penais para que presos provisórios aptos pudessem votar nas eleições de 2026.

Exit mobile version